Confecção em massa

por Diógenes Dantas

Confecção em massa

Confesso a você, caro leitor, que eu fiquei sem entender a decisão dos ministros do TSE - Tribunal Superior Eleitoral - na noite de ontem, em Brasília. A distribuição de camisetas, bonés, broches ou dísticos dos candidatos ficou suspensa durante toda a campanha e agora, no dia da votação, será permitido o uso das camisetas, bonés, broches ou dísticos de maneira "silenciosa". 

Ora, não venham me dizer que a maioria dos eleitores vai usar esses apetrechos de propaganda de forma "espontânea". Na verdade, a decisão de ontem abriu uma brecha enorme para os candidatos distribuírem farto material de campanha, procedimento que está vedado pelas atuais regras eleitorais. 

O que vai ocorrer, na realidade, é uma panfletagem exacerbada por todos os partidos. Três dos sete ministros do TSE tiveram esse entendimento. 

Hoje, eu fiquei sabendo que já é grande a corrida às gráficas para confecção de camisetas e de adesivos para o dia da eleição. O que estava sendo feito de forma "silenciosa" agora vai se dar de maneira mais "escancarada". Mas é bom lembrar que a distribuição do material por parte dos candidatos é extremamente proíbida. O que é permitido é a manifestação individual do eleitor. Se ficar caracterizado a confecção em massa do material de propaganda, pode sobrar para os candidatos e pode gerar cassação de diplomas em caso de eleição. 

Essa proibição das camisetas e dos bonés não deveria ter ocorrido. Se mostrou inócua. O material serve para fixar o número dos candidatos na memória do eleitor. Já foi o tempo em que o eleitor se vendia por uma camiseta, por um boné. A galera gosta é de dinheiro mesmo. 


Viés de baixa

O prestígio do senador José Agripino Maia, líder do PFL no Senado, está em viés de baixa entre os congressistas. É o que aponta a Folha de São Paulo na edição desta quinta-feira no caderno especial Eleições 2006. Na página 3 do suplemento, a Folha traz um gráfico com os parlamentares mais influentes na era Lula. Agripino aparece no ano de 2004, perde prestígio em 2005 e, simplesmente, desaparece em 2006. A derrota para José Jorge (PFL-PE) na disputa pela vice de Geraldo Alckmin acabou ofuscando a liderança do potiguar, tido como um bom senador pelos seus pares e pelos que acompanham o cenário político nacional.



Trio elétrico

Wilma de Faria está mais do que confiante para a eleição do domingo. Tanto é que já está organizando a festa da vitória. A governadora mandou preparar um trio elétrico para percorrer as principais avenidas de Natal caso derrote Garibaldi Filho no dia primeiro de outubro. Wilma sabe como ninguém motivar seu "exército vermelho". Mas antes da festa, a ordem é brigar por votos na capital e no interior do estado. Um batalhão de auxiliares e de candidatos da base governista está fazendo uma verdadeiro arrastão por todas as regiões do RN.

Daqui a pouco estaremos exigindo que o eleitor compareça de luto às seções, ou então de terno ou de camisa de cor neutra
Marco Aurélio de Mello, presidente do TSE, ao defender a liberação das camisetas e bonés no dia da eleição.

Estoque natalino

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal e o Banco do Nordeste do Brasil vâo lançar o projeto "Estoque Fácil". Será no dia 4, às 18h30, no Hotel Barreira Roxa. O projeto vai disponibilizar capital de giro às empresas para formação de estoques neste final de ano. Os prazos, carências e juros são competitivos.

Suspense

Lula fez um suspense danado hoje por conta do debate na Globo. Primeiro, amanheceu o dia sem confirmar a presença no programa. Por volta do meio-dia, gravou mensagem para os simpatizantes de sua candidatura que vão a um comício em São Bernardo do Campo. No começo da noite, deixou Brasília sem dizer para onde iria.


Boneco de Olinda é passado

Luiz Almir se mostrou muito mudado hoje de manhã. Em entrevista ao Jornal 96, ele disse que já mandou recado para o prefeito Carlos Eduardo Alves no palanque da campanha. Os dois não se falam há tempos, mas o deputado tem dito nos comícios que apoiará todas as ações do prefeito na Zona Norte de Natal. Um bom começo para que os dois reatem a amizade política.

Comitiva presidencial

Lula deixou o Palácio da Alvorada em direção à Base Aérea de Brasília sem confirmar o roteiro da sua viagem. Aguardavam-o no aeroporto os ministros Márcio Tomaz Bastos (Justiça), Dilma Roussef (Casa Civil), Guido Mantega (Fazenda) e o coordenador da campanha, Marco Aurélio Garcia. O presidente dava pinta que ia para o Rio de Janeiro, local do debate na Globo.


Vox Populi

O dia político foi marcado hoje pela expectativa de divulgação da pesquisa Vox Populi.

Desde cedo, o comentário era que a coordenação de marketing governista decidira não divulgar os números porque não apresentavam grande vantagem para Wilma de Faria.

A pesquisa foi contratada pela Fiern e seria divulgada no Diário de Natal.

Este blog teve acesso a um resultado passado por pessoas próximas ao presidente da Fiern, Flávio Azevedo.

O resultado é favorável a Garibaldi Filho. De acordo com os números, não confirmados, diga-se de passagem, o peemedebista aparece com 44% das intenções de voto. Wilma teria os mesmos 42% do primeiro levantamento do instituto.

Os indecisos no Vox Populi somariam 7% dos entrevistados.
Fernando Bezerra também lidera a pesquisa não confirmada do Vox Populi. O senador do PTB teria 35% das intenções de voto e Rosalba aparece com 32%. Geraldo Melo teria 10%. Os indecisos para o Senado somam 12%.
Depois que o zumzumzum começou sobre o resultado da pesquisa, a coordenação de campanha de Wilma mandou dizer que o Vox Populi seria divulgado na edição de amanhã do Diário de Natal. Até o início da noite, a publicação não estava confirmada.
No próximo sábado, novas pesquisas vão agitar o imaginário do eleitor norte-rio-grandense. Anote aí: teremos o Ibope, mais uma da Consult, possivelmente Brasmarket e o Databrain da polêmica ISTOÉ.
A Tribuna do Norte teria proposto aos institutos de pesquisa da terra o recebimento de pesquisas lacradas na tarde do sábado para divulgação apenas na segunda-feira. Pelo que me informaram, apenas a Certus topou o desafio. Os outros institutos nem responderam.