De ambos os lados
Além da visita do Lula no dia 15, Wilma de Faria busca um fato político que possa lhe trazer benefícios nessa reta final da campanha. E nada como atrair Geraldo Melo. Os dois andaram conversando no domingo que passou. Pouca coisa vazou desse encontro, mas ficou evidente que a governadora sonha com o líder tucano em seu palanque. E o ex-senador deve estar avaliando se vale a pena emprestar seu nome ao projeto reeleitoral de Wilma.
Vejamos. Desde que foi escanteado na antiga Unidade Popular, Geraldo liberou seu pessoal para o governo e tem lutado para conquistar o voto em ambos os lados das coligações majoritárias. O tucano tem pedido apoio tanto aos garibaldistas ou bacuraus, como queiram, e aos wilmistas. Essa tem sido sua principal mensagem no Guia Eleitoral.
Geraldo Melo tem resistido de maneira heróica, pedindo o voto aos dois lados principais dessa disputa. Se anunciar o apoio a Wilma, Geraldo Melo corre o risco de perder a simpatia de um dos lados, no caso, o do PMDB. Ou não. Mas o mais provável é que sim.
Talvez seja por isso que ao ser indagado hoje sobre o encontro com Wilma, Geraldo tenha dito que não há novidade alguma sobre sua posição ao governo. Seus liderados podem ficar com quem quiser. Ele, não. Luiz Almir está com Wilma. Pedro Melo, irmão de Geraldo, idem. Várias lideranças que seguem Geraldo se entenderam com Wilma, mas o ex-senador mantém sua distância do palanque governista. Isso é definitivo? Não, claro. Uma pessoa muito próxima a Geraldo disse que nada é definitivo nesta campanha. Mas, por enquanto, Geraldo não tem por que mudar de posição.
Só uma atitude de desespero ou de vingança justificaria um eventual apoio a Wilma a essa altura da campanha eleitoral. O ex-senador tem dado demonstração que não vai deixar a mágoa tomar conta de sua estratégia política. Tem dado mostras de que irá até o final, seja qual for o resultado. Geraldo trabalha ardentemente para se eleger. Mesmo espremido por duas máquinas eleitorais capitaneadas por candidaturas ao governo, ele resiste e se mantém na disputa. Se algo mudou na sua estratégia, só Deus sabe. Talvez, Wilma também.
Chá de camomila
Pessoas próximas ao senador Fernando Bezerra (PTB) garantem que ele encara com naturalidade as conversas de Wilma com Geraldo Melo. Segundo consta, Bezerra não vê prejuízos à própria candidatura. Os apoios que possui de mais de cem prefeitos estariam consolidados e a adesão de Geraldo não traria qualquer ameaça ao seu projeto político. A governadora estaria lhe comunicando sobre os entendimentos com o líder tucano.
Vale a pena ver de novo
Flávio Azevedo, presidente da Fiern, comentava hoje que a eleição estadual deste ano pode repetir a de 86, quando Geraldo Melo venceu João Faustino por uma margem pequena de votos. Naquela ocasião, Geraldo era candidato pelo PMDB e Faustino pelo sistema governista liderado por José Agripino. Segundo o empresário, Wilma ou Garibaldi deve ganhar por uma margem de 3 a 4% dos votos. E o dia da eleição será fundamental para decidir a parada.
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O Brasil passa por um momento de crise na credibilidade das suas instituições. O caso de Rondônia é um exemplo claro onde não foi só o legislativo, foi o executivo e o judiciário.
Paulo Davim (PV), deputado estadual |
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Otimismo exagerado
Solicitei uma entrevista ao candidato Super-Moura, do PSL, que disputa uma vaga na AL. Ele agradeceu, mas mandou avisar que só dará entrevista depois do dia 1° de outubro, já na condição de eleito. Haja confiança!
Sabatina
Garibaldi Filho (PMDB) foi o primeiro a enfrentar a sabatina dos empresários na Fiern. O encontro ocorreu no final da tarde desta segunda-feira. Já Wilma pediu para antecipar a reunião para quarta-feira, dia 13.
Zorra total
Super-Moura é aquele velhinho que aparece de calção com luvas de boxe, enfrentando dois brutamontes num ringue. Os trogloditas representam a corrupção. No horário eleitoral, a presença do Super-Moura tem provocado gargalhadas, principalmente, nas crianças.
Sabatina 2
A pauta do encontro com os industriais foi combinada previamente com os candidatos. Entre outros assuntos, os empresários querem saber a opinião de Wilma e de Garibaldi sobre infra-estrutura, aeroporto de São Gonçalo, impostos, ramal rodoviário e sobre investimentos no porto.
De pepinos
Wilma estava indócil na quarta-feira. Queria porque queria falar com José Dirceu, o ex-todo-poderoso de Lula.
Pedia o telefone a um. Pedia o contato a outro e acabou conseguindo.
Não sabemos o que a governadora queria com o ex-ministro que, a cada dia que passa, tem atuado mais desenvolto nos bastidores do governo petista.
José Dirceu tem articulado tanto, tanto, que já opera com vistas a 2010, já que Lula está praticamente eleito.
Para quem não lembra, o ex-ministro, ainda homem forte de Lula, esteve em Natal e garantiu subir no palanque da reeleição de Wilma.
Mas caiu em desgraça e o apoio público não é bem-vindo hoje. Pelo visto, Wilma quer que ele resolva algum pepino junto ao presidente. Vamos aguardar.
O desinteresse do eleitor na eleição proporcional é surpreendente. O número de indecisos é grande. Também pudera, né? Aqui no RN temos 170 candidatos para 24 vagas na AL. É gente demais pedindo emprego!
Já o número dos que querem anular o voto (branco ou nulo) é bem expressivo também. Cerca de 18%, segundo o Ibope e o Datafolha.
Sem dúvida, isso é reflexo das denúncias que assolaram a classe política em Brasília e em outros estados.
A crise no setor têxtil será alvo dos empresários na campanha eleitoral. No RN, são pelo menos 50 mil pessoas que vivem da atividade. As importações ilegais, a alta carga tributária, câmbio desvalorizado e a legislação trabalhista são os fatores da atual crise.