Lulismo, a nova versão do populismo
por Diógenes Dantas
Lulismo, a nova versão do populismo
O favoritismo de Lula na corrida presidencial está provocando um fenômeno de norte a sul do país: o lulismo. O político não precisa ser de esquerda, de centro ou de direita. Não precisa pertencer a esse ou aquele partido. Muito menos ao PT, partido do presidente. Basta ser ligado a Lula ou dizer que é pessoa próxima a ele. Pronto. Isso é meio caminho andado para conquistar eleitores. E se falar que vai lutar para ampliar o Bolsa Família, o voto é quase certo.
O lulismo é a nova versão do populismo no Brasil. O presidente encarna hoje a imagem mais recente do pai dos pobres. Apesar de todos os escândalos políticos que marcaram seu governo, como o mensalão e a máfia das sanguessugas, ele segue com a popularidade em alta e é bem provável que se reeleja no primeiro turno das eleições.
Com quase 70% das intenções de voto em regiões como o Nordeste, Lula se transformou num grande cabo eleitoral para uma classe política que anda avacalhada, desacreditada e ignorada por grande parte do eleitorado.
Em Pernambuco, dois candidatos ao governo, Humberto Costa, do PT, e Eduardo Campos, do PSB, disputam a primazia de contar com o apoio de Lula. Ambos foram ministros do atual governo.
O fenômeno se repete na Bahia, no Ceará, Piauí, no Paraná, em Minas Gerais, na Paraíba, no Rio Grande do Sul, no Amazonas, enfim, por todos os lugares.
Aqui no Rio Grande do Norte, os políticos também tentam tirar uma casquinha da popularidade de Lula. Fátima é de Lula, é do PT. Wilma também é Lula e atrela os programas sociais do seu governo aos do federal, como o Bolsa Família. Fernando Bezerra é líder de Lula. Até João Maia, que foi secretário da economia de Collor, também é Lula.
Portanto, o Brasil lulou e grande parte da classe política idem. É por essas e outras que está cada vez mais difícil para Chuchu.
Café da manhã
Ricardo Motta (PMN) reúne prefeitos num café da manhã nesta terça-feira para aderir a Garibaldi Filho. O convescote será no apartamento dele. O deputado quis fazer o encontro sem grande alarde, mas a campanha de Garibaldi colocou a reunião na agenda do candidato.
Retaliação
Ricardo Motta já sofre retaliações por parte da coordenação de campanha de Wilma de Faria. O candidato ainda não participou do horário eleitoral da Vitória do Povo. Como deputado do PMN, ele teria direito a 15 segundos. Até agora, nada. Motta levou o caso à justiça eleitoral.
Labirinto
Carlos Augusto Rosado, marido de Rosalba Ciarlini, ainda se recupera de uma crise de labirintite. Segundo a candidata ao Senado, essa não é a primeira vez que o ex-deputado sofre com o problema. Mas das vezes anteriores, a intensidade da crise foi menor.
Guerra de números
Garibaldi Filho não contestou os números da Consult, mas espera o resultado de outros institutos. Sua assessoria tem revelado aos jornalistas os números do Ibope que foram bastante comentados na semana passada. A pesquisa não foi registrada e serviu apenas para consumo interno da coligação Vontade Popular. O resultado difere do divulgado pela Consult no último final de semana. Como ninguém pode apresentar os números, fica o suspense.
Eles só pensam naquilo
O Ibope está tabulando a coleta de dados da pesquisa que deve ser divulgada amanhã pela Intertv Cabugi. O resultado desta pesquisa é aguardado com grande expectativa tanto por garibaldistas como por wilmistas.
Ventríloquo
Por mais que Rogério Marinho (PSB) diga que fez um comentário em off a um jornalista de Mossoró, muitos acreditam que ele falou de caso pensado sobre as chances de Robinson Faria (PMN) se reeleger presidente da AL. E o pior: Rogério teria falado a mando de Wilma. Será?
Um, um, um, um!
Nélio Dias se mostra refeito das acusações em torno da CPI das Sanguessugas. O deputado do PP tem dito aos amigos que pretende ser o segundo mais votado da coligação Vontade Popular. Depois de Henrique, vai dar ele, afirma. Nélio aparece nos levantamentos dos institutos de pesquisa em disputa acirrada com Felipe Maia (PFL).

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