Cláudio Porpino
Quarta-feira, 30 de agosto de 2006
DD – Ontem eu publiquei uma notícia no blog, Wilma tinha tido uma conversa com você na qual dizia que a prioridade do PSB era a campanha de Márcia Maia e de Lavoisier. E que você também deveria se empenhar nesse sentido. Houve isso, o que é que está havendo?
Cláudio – A prioridade do PSB é continuar governando bem o Rio Grande do Norte. Não existiu isso de forma alguma.
DD- Você chorou? Wilma fez você chorar?
Cláudio – A história que surgiu com muita força foi de que sábado de manhã eu estava aqui em Natal e fui chamado para uma conversa com a governadora onde ela pediu para eu deixar de ser candidato. Eu sou candidato primeiro porque eu pertenço a um partido político. E no sábado eu estava em Santa Cruz, dormi em Tangará, e nunca houve nenhum tipo de conversa dessa com a governadora. Muito pelo contrário, o que existe é um incentivo da governadora Wilma de Faria presidente do meu partido. Existe um estímulo partidário, desde de 93, quando eu me filiei ao PSB, nunca existiu esse tipo de conversa. Deve ter sido alguém que esteja incomodado com a nossa candidatura que inventou isso. Alguém que não tem uma história política de vocação, como a minha que começou quando eu era ainda menino lá em Santa Cruz. Isso não existiu não e nem me incomoda. Eu estou aqui só reafirmando que não aconteceu esse fato e jamais a governadora faria um negocio desse comigo, pela lealdade e pela fidelidade que eu tenho a ela.
DD – Justamente por você ser um fiel escudeiro dela, será que essa história não parte daí para tentar enfraquecer esse tipo de relação?
Cláudio – Nada vai abalar a minha relação com a governadora, Diógenes. Eu quero dizer que a minha candidatura não me pertence mais. Ela pertence ao povo do Trairí, à juventude de Natal, ao povo do Agreste. Nós levantamos bandeiras e fomos reconhecidos na Assembléia Legislativa. Fui convidado pela governadora para ser secretário de turismo, ou assumir a vaga da deputada Márcia Maia. Desde o primeiro dia fui vice-líder do meu partido num primeiro mandato no qual eu não tinha experiência. Pautei o meu mandato na Assembléia com audiências públicas sobre o turismo, sobre a cultura, o projeto Assembléia Cultural é nosso. Sobre o portador de necessidade especial, a odontologia, a cidadania, o meio ambiente. Trabalho em defesa do direito do consumidor, em defesa do saneamento básico. Talvez eu incomode porque eu sou um trator para trabalhar. Nós temos um histórico na assembléia de termos sido reconhecidos por todos os deputados no dia da nossa despedida, inclusive os da oposição. Eu tenho maior respeito pelo deputado José Dias que foi o maior depoimento colocado ali na assembléia reconhecendo a perda. Por causa da nossa capacidade de diálogo.
DD – Você é conciliador também?
Cláudio - Totalmente, me dei muito bem com todos na Assembléia Legislativa. Com o presidente da assembléia, que eu voto no filho dele para deputado federal. Agora desde o início, a minha candidatura está incomodando muito, Diógenes. Ela passou por problema no Tribunal Eleitoral. Teve uma informação de que os candidatos titulares de mandato precisavam de um documento. Eu não era titular de mandato, nós deixamos o mandato em março. Então houve uma falha tecnica da assessoria do tribunal. Depois fizemos o pedido de licença da Fenat, onde eu sou funcionário público municipal há 25 anos. Aí, nós demos entrada na licença conforme a lei, tudo direitinho. A capa foi feita diferente, foi julgado, foi seis a zero. Então nós tivemos esse problema. Depois começaram a espalhar que Cláudio Porpino não tem dinheiro, que minha campanha não está consolidada porque eu não tenho dinheiro. Na campanha passada eu tinha um prefeito me apoiando, que era o prefeito de Jaçanã, e hoje a cidade de Jaçanã continua me apoiando. Eu tive 1.500 votos na cidade de Jaçanã e tive 880 na minha cidade que é Santa Cruz. Eu tenho uma boa fama entre os prefeitos por causa da minha dedicação ao meu mandato, e a tudo que eu faço. Ao bloco Caju no carnatal, ao ABC, eu me entrego de corpo e alma a tudo que eu compro como uma boa idéia, como uma boa proposta. Você tenha certeza que quando eu falar em cultura aqui, que você tem que ampliar a lei para sair das grandes empresas e permitir que o cachorro quente do Souza possa patrocinar um CD de Pedrinho Mendes, eu vou defender isso com unhas e dentes. Se eu puder chegar aqui e brigar pelo bugueiros como briguei porque acho que eles tinham que ter uma lei regulamentada, eu vou brigar até o fim. Se eu brigar pelos atletas paraolímpicos que nós temos os melhores do mundo, e temos que ter um centro de excelência internacional para eles. Se eu puder defender a criação de uma secretaria de esportes, de um fundo de esportes, de um fundo de cultura, eu vou morrer defendendo. Eu sou muito autentico, eu defendo a minha profissão, a categoria dos dentistas, eu deixei a profissão mas não deixei de militar na luta dos odontólogos.
DD – Agora de onde parte isso? Você já identificou os autores dessas manobras?
Cláudio - Nem quero identificar. Veja bem, a próxima deve ser que Cláudio Porpino não tem dinheiro. Graças a Deus que Cláudio Porpino não tem dinheiro, porque eu faço política por idealismo, por convicção. Eu faço política panfletando. Diógenes você sabia que eu lancei um gibi semana passada que mostra o meu dia a dia de trabalho. Mostra da hora que eu acordo às 4h30 da manhã, a hora que eu vou pra academia, que eu leio os jornais, que eu vou panfletar. Eu não mando a equipe pra rua panfletar não, eu mesmo faço isso, eu vou para as esquinas panfletar e isso talvez incomode. Lutar por uma adutora na região do Trairí quando a gente que sabe talvez alguém não tenha lutado. Nas cidades serranas, também. Lutar por uma universidade na região do Trairí e nós lutamos e levamos através da Governadora Wilma de Faria. Então para lutar por essas coisas não precisa de dinheiro, precisa de idealismo, e de muita vontade de trabalhar.
DD – Agora eu queria um comentário seu sobre as pesquisas eleitorais. Tem pesquisa para todos os gostos?
Cláudio – Na verdade, tem pesquisas e tem pesquisas. Eu tenho visto uma pesquisa que ela consegue ser ridícula. Eu respeito os institutos de pesquisa, mas é impossível um Estado politizado como é o Rio Grande do Norte, ser o único Estado brasileiro que tem 3% de indecisos como deu na pesquisa do Ibope. Eu discordo, mas respeito. Se depender da pesquisa Garibaldi pode passar na loja comprar o paletó e já tomar posse logo. Agora se depender da rua, eu não tenho visto isso. Natal virou e virou com força. O interior do Estado é uma festa. Sexta feira nós estivemos em Santa Cruz e a maior apoteose de todos os tempos foi a chegada da Governadora Wilma de Faria. Numa cidade em que diziam que a governadora perdia por 20% dos votos. Eu fiquei impressionado com o que vi em Santa Cruz na sexta-feira passada. Nós temos um grupo político que não pega carona, que é idealista, que apóia o Presidente Lula e que não joga duplo. Eu quero dizer aos meus amigos e aos meus eleitores que trabalho não vai faltar pela eleição do deputado Cláudio Porpino.
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