DD – Como é que o senhor vê essa movimentação toda em torno das pesquisas de opinião nessa reta final da campanha?
Aluísio – Pesquisa é um instrumento de acompanhamento tanto político quanto administrativo, e reflete um dado momento. E como toda pesquisa ela é feita com uma amostra e essa amostra segue um caminho. Se um mesmo instituto fizer cinco pesquisas evidentemente sairão cinco resultados diferentes
DD – Mas como é que o senhor analisa essas diferenças do ponto de vista do político?
Aluísio – Eu entendo que uma pesquisa segue um caminho de amostra, e dependendo desse caminho o resultado pode sofrer alguma pequenas modificações. Se nós fizermos um caminho de pesquisa passando mais pelo Oeste e menos pelo Seridó vai dar um resultado, se passarmos menos pelo Oeste e mais pelo Seridó, vai dar outro. Agora, numa análise mais “globalística” eu entendo que um candidato que já esteve com 23 pontos de maioria, e estatística a gente estuda a tendência da pesquisa, é como a tendência de Lula, é irreversível. Somente um fato muito grave que mudaria essa tendência. Essa tendência eu vejo que foi mais acentuada no começo da eleição, diminuiu um pouco agora, mas continua uma tendência de vitória voltada para a coligação vitória do povo.
DD – Na realidade a gente vê aí um pleito acirrado...
Aluísio – É, vai ser um pleito duro, como se diz em corrida de jóquei vai ser decidido no olho mecânico. Então eu acredito que tem que se lutar até o último dia, até o último momento, subir favelas, casas, morros, avenidas, tudo para conquistar o voto. São dois candidatos muito competentes, têm uma história política de vitórias e não será realmente um resultado fácil. A vantagem para quem ganhar deve ser de 1 a 3 por cento.
DD – Os partidários da governadora Wilma de Faria estão apostando todas as fichas na visita do presidente Lula. A vinda de Lula vai ser mesmo fundamental para Wilma virar o jogo nesta eleição?
Aluísio – Eu acho que é um fato novo importante, até porque Lula está ganhando aqui no Estado com uma maioria muito significativa em relação ao cenário nacional. Tem lugares aqui em que ele ganha com 66 a até 70% de maioria. E eu acredito que no instante em que o grande eleitorado sente que um presidente praticamente eleito, vai externar publicamente que é melhor pra ele ajudar ao Rio Grande do Norte se a candidata Wilma por exemplo for eleita, isso induzirá muitos eleitores, especialmente os indecisos. Eu acredito que com a vinda de Lula haverá uma reversão desses números de pesquisas.
DD – O senhor está no quinto mandato na Câmara Municipal e agora resolver pleitear uma vaga para deputado federal. Como é que é pedir voto para deputado federal em meio a tantos escândalos no congresso nacional em Brasília?
Aluísio – É muito fácil porque se nós temos mais de 20 anos de vida pública e nunca nos envolvemos em nenhum tipo de acusação de natureza nenhuma, ao contrario, gastamos tudo que ganhamos com os estudantes, coma comunidade, é super fácil. Porque as pessoas me dizem que só estão recebendo aquele papelzinho que eu estou entregando porque é meu, não receberia santinho e propaganda. de ninguém mais. São poucos que tem um serviço prestado que envolveu 80 mil alunos treinados em 18 anos, 20 mil aprovados em universidades particulares e federais. Hoje já tem alunos meus com doutorado em medicina em Barcelona, com mestrado em direito tributário em São Paulo, tem professores dos aulões que já foram alunos dos aulões. Tem outros que o pai já participou das aulas, o filho já está indo, os netos, e já estão na terceira geração. Quer dizer é uma historia muito bonita, que me emociona muito. E com um detalhe, Diógenes: em nenhum aulão eu falo que sou político, ou peço voto, ou falo que sou candidato. O próprio aluno que é consciente, que é inteligente, ele deduz tudo sem precisa eu dizer.
DD – O senhor como educador tem algumas propostas , dentre elas a da escola em tempo integral. Como é que o senhor pretende tratar deste tema no Congresso Nacional?
Aluísio – Evidentemente uma das coisas que me levaram a me candidatar a deputado federal é que toda a legislação educacional é federal. As outras legislações estaduais e municipais elas já são desdobramentos da lei de diretrizes e bases da educação nacional. Nós teremos oportunidade de modificar essas leis, teremos oportunidade de trazer o exemplo do ensino pago ao contrario, onde é a escola que paga ao aluno. A própria escola particular tem recursos federais para pagar ao estudante como acontece na Finlândia, Suécia, Austrália, Holanda e uma centena de países com os quais nós tivemos contato.
DD – Como é que funcionaria esse estudante remunerado?
Aluísio - O estudante remunerado ele não pode faltar, tem que tirar um certo nível de média e pode estudar em qualquer parte do mundo. Tem aqui alunos em Búzios no Rio Grande do Norte, porque o frio lá está 4, 5 graus abaixo de zero, e o governo permite que eles assistam aulas pelas internet para poder fazer jus àquele dinheiro. Isso é facílimo, vestibular pago é a maior aberração do mundo. um estudante daqui de Natal, uma cidade pobre, pagar R$ 100,00 para prestar vestibular, com pouquíssima possibilidade de aprovação, pois são 28 mil candidatos para 4 mil vagas. Deveria ser colocado no orçamento da universidade federal, recursos que seriam necessários para bancar a aplicação dessas provas. Ou então, tirar um pequeno percentual de bebida e de fumo, que teria uma coisa muito boa, as pessoas fumariam e beberiam menos porque o cigarro e a bebida ficariam mais caros. Mas aquele adicional de imposto sustentaria toda a educação nacional. Agora, falta boa vontade e dizer que a educação é prioridade para se fazer isso.
DD – O senhor também quer lutar por uma refinaria em Guamaré. É aquele velho sonho do Rio Grande do Norte ter uma refinaria de petróleo?
Aluísio – Não, não é um velho sonho. É que as pessoas ficam pensando sempre Rio Grande do Norte- Petrobrás – presidente – refinaria – refinaria – presidente – Petrobrás. Não é isso, a gente tem que buscar onde tiver no mundo. Quem é que não quer petróleo numa crise energética dessa que vivemos? Onde se prevê que essa energia de hoje atual prospectada ela daria somente até o ano de 2020, estourando 2040. Já se está pensando até em energias alternativas como o biodiesel e mil outras formas de energia. Então Guamaré tem todas as condições, tem um grupo de engenheiros da universidade que me forneceu esse estudo, e tem tudo para ser feito. Agora para os recursos, o céu é o limite. Vamos buscar recursos na Tunísia, em Omã, no Iraque, no Irã, aonde tiver recursos e não ficar pensando somente me Petrobrás, refinaria, governo e Lula. Isso não importa porque a demanda é muito grande, e isso geraria emprego, geraria renda e seria muito importante para a economia do Rio Grande do Norte.