Economia
07/05/2026
A entrada em vigor do pacto entre Mercosul e União Europeia colocou o Rio Grande do Norte na vitrine do mercado externo. O acordo, iniciado de forma provisória em 1º de maio, facilita o caminho para quem exporta.
A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) projeta um ganho de US$ 1 bilhão para o país logo de cara. O tratado zera tarifas de mais de 5 mil produtos nacionais.
No RN, a fruticultura já prepara os contêineres para o embarque. Melão e melancia, que já brilham na Holanda e Espanha, devem ganhar ainda mais fôlego com impostos menores.
O setor de peixes também enxerga uma luz no fim do túnel para retornar ao continente. As vendas estão travadas desde 2017, mas o novo cenário promete destravar esse nó comercial.
“Nós temos que citar aqui, por exemplo, a questão da pesca, e se busca esse mercado europeu já há um certo tempo. Pesca é essa que foi, recentemente, teve o tarifaço americano. Nós buscamos isso como compensação à comunidade europeia”, afirmou Roberto Serquiz, presidente da Fiern (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte).
Entidades empresariais agora buscam formas de garantir que o estado aproveite essa janela única. O processo exige maturação e a montagem de canais sólidos de venda externa.
“Nada é tão instantâneo. Isso é toda uma construção, maturação para se chegar. Agora, o potencial do Rio Grande do Norte, sim, a partir do momento que você tem um novo mercado se apresentando, as instituições com a Federação da Indústria, como as demais instituições, se debruçarem sobre isso e construir esses canais comerciais para que tudo isso que nós estamos imaginando de positivo venha a acontecer”, disse Serquiz.
O trajeto tem desafios, como as exigências ambientais e sanitárias rigorosas dos europeus. O produtor potiguar precisará de fôlego para encarar a concorrência de um bloco gigantesco.
“Quando você fala em economia, você fala em economia mundializada, economia globalizada. Quando você tem um acordo, você tem a ida e a vinda. E um mercado como o de 780 milhões de pessoas é realmente um potencial enorme a ser desenvolvido e cada um com seus desejos, com suas vontades”, completou o dirigente.
O êxito local vai muito além da simples canetada nas tarifas de importação. A regra do jogo agora é adaptação total para vencer na logística e na sustentabilidade internacional.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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