Economia
18/09/2026
A produção agrícola do Rio Grande do Norte movimentou R$ 3,92 bilhões em 2025, alta de 8,65% em relação aos R$ 3,61 bilhões registrados no ano anterior. Os dados são da Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A cana-de-açúcar respondeu por 19,36% do valor produzido no estado. Na sequência aparecem banana em cacho, com 18,62%, e melão, com 18,51%.
Baraúna liderou entre os municípios, com R$ 415 milhões em produção agrícola. O resultado foi puxado por melão, mamão e banana.
Alto do Rodrigues ficou em segundo, com R$ 354 milhões, impulsionado por banana, mamão e coco-da-baía. Touros ocupou a terceira posição, com R$ 235 milhões, principalmente pela produção de banana, abacaxi e batata-doce.
RN mantém liderança no melão
Mesmo com redução de 28,27% na produção, o Rio Grande do Norte manteve a liderança nacional no cultivo de melão em 2025. Foram 362.378 toneladas, contra 505.212 toneladas em 2024.
Mossoró permaneceu como maior produtor do país, embora tenha reduzido a produção de 218.373 para 109.200 toneladas, queda de 49,99%. A área plantada ou destinada à colheita também caiu pela metade, de 8,3 mil para 4,2 mil hectares.
Ainda assim, o melão representou 54,98% do valor da produção agrícola de Mossoró em 2025. No ano anterior, a cultura respondia por 77,69%.
Apodi, quarto maior produtor potiguar de melão, reduziu a área destinada à cultura de 2 mil para 700 hectares. A produção caiu de 61.502 para 21.700 toneladas, recuo de 64,72%.
Castanha de caju
O RN foi o segundo maior produtor nacional de castanha de caju em 2025, com 19.640 toneladas e valor superior a R$ 105 milhões. O Ceará ficou em primeiro e o Piauí em terceiro.
Serra do Mel foi o terceiro maior produtor de castanha de caju do Brasil, com 8.512 toneladas e R$ 53,2 milhões em valor de produção. No estado, porém, a produção caiu 35,76% em relação a 2024, enquanto o valor recuou 28,01%.
Novas culturas
A PAM passou a pesquisar 14 novas culturas em 2025, incluindo abóbora, milho verde, acerola, pimentão, alface e graviola. No RN, foram registradas produções de milho verde e abóbora entre as novas culturas pesquisadas.
O estado produziu 14.873 toneladas de milho verde, com valor superior a R$ 35 milhões, em 76 municípios. Santo Antônio liderou, com 3.120 toneladas e R$ 7,8 milhões, seguido por Touros, Vera Cruz e Baraúna.
A produção de abóbora chegou a 21.351 toneladas em 37 municípios, movimentando mais de R$ 30,8 milhões. Baraúna liderou com 9.055 toneladas e mais de R$ 8,6 milhões, seguida por Touros, com 5.853 toneladas, e Rio do Fogo, com 1.800 toneladas.
No ranking nacional, o Rio Grande do Norte ficou em quarto lugar na produção de fava, mamão e melancia. O estado também ocupou a quinta posição em maracujá e a sexta em batata-doce e manga.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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