Arrecadação federal chega a R$ 2,1 trilhões até agosto

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Agência Brasil

Economia

23/09/2026

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 2,112 trilhões entre janeiro e agosto de 2026, informou a Receita Federal nesta terça-feira (22). O resultado representa crescimento real de 7,12% em relação ao mesmo período de 2025, descontada a inflação, e é o maior para os oito primeiros meses do ano desde 2000.

Segundo o relatório do Fisco, o desempenho foi impulsionado por receitas previdenciárias, tributos sobre o lucro empresarial e arrecadações relacionadas a diferentes setores da economia.

A Receita Previdenciária registrou arrecadação de R$ 507,179 bilhões no período, com crescimento real de 5,03%. O resultado foi associado ao aumento de 3,47% da massa salarial e à alta de 5,76% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário.

“Além disso, houve crescimento de 16,35% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a agosto de 2025”, escreve a Receita Federal no documento.

O Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) somaram R$ 411,048 bilhões, com crescimento real de 6,11%. Entre os fatores apontados estão a alta de 9,26% na arrecadação do lucro presumido e o aumento de 19,43% nas receitas relacionadas à declaração de ajuste dos dois tributos.

A arrecadação do PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) atingiu R$ 412,776 bilhões, com crescimento real de 4,52%.

A Receita relacionou o resultado ao aumento de 2,01% no volume de vendas e de 2,13% no volume de serviços, na comparação entre os períodos de dezembro de 2025 a julho de 2026 e de dezembro de 2024 a julho de 2025.

O relatório também cita a recuperação de receitas em setores abrangidos pelo Perse e no segmento petrolífero, além do desempenho de atividades automotivas, de eletricidade e gás, serviços financeiros e Simples Nacional.

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) arrecadou R$ 67,159 bilhões até agosto, com crescimento real de 24,11%. A Receita atribui parte do avanço ao aumento da alíquota promovido pelo governo em junho de 2025, após uma série de impasses com o Congresso Nacional.

O documento também aponta pagamentos atípicos de R$ 20,926 bilhões no acumulado do ano, sendo R$ 11 bilhões em Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, além de R$ 9,926 bilhões em Imposto de Exportação de petróleo.

A arrecadação ainda foi influenciada pela expansão de 12,01% nas compensações tributárias e pelos efeitos de medidas legais, incluindo desonerações temporárias sobre diesel, biodiesel e querosene de aviação.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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