Economia
12/05/2026
Natal sentiu o peso no bolso em abril. A cesta básica na capital subiu 2,39% e atingiu o valor de R$ 669,39.
No acumulado de 2026, a mordida nos salários já chega a 12,10%. Os dados são do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
Apesar do susto, a capital potiguar ainda respira no cenário nacional. A cidade ostenta a sexta cesta mais barata entre as 27 capitais pesquisadas.
O tomate e o feijão carioca surgem como os grandes vilões do mês. O fruto encareceu 4,91%, enquanto o grão saltou 4,47%.
Ao todo, nove dos 12 produtos essenciais ficaram mais caros. Leite integral e carne bovina de primeira também deixaram a conta do supermercado mais salgada.
Poucos itens deram um refresco ao consumidor em abril. A manteiga recuou 3,05% e o café em pó baixou 1,28%.
A situação do tomate no ano é de arrepiar. No primeiro quadrimestre de 2026, o produto acumulou uma disparada de 92,66%.
Olhando para os últimos 12 meses, o feijão carioca lidera o ranking de aumentos com 16,73%. Em contrapartida, o arroz agulhinha deu trégua e barateou 34,44% no mesmo intervalo.
A banana e o leite integral também pesam no orçamento anual. Ambos registram elevações constantes que pressionam o poder de compra do natalense.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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