Educação
26/05/2025
Um decreto do governo Lula alterou a forma de repasse de verbas para as instituições federais de ensino: o pagamento, que era mensal, será feito em três parcelas, duas delas apenas no fim do ano. Universidades e institutos federais criticam a medida, alegando que ela inviabiliza o pagamento de contas básicas como água, luz, bolsas e restaurantes universitários.
O reitor do IFRN, José Arnóbio de Araújo, afirmou que a decisão prejudica diretamente a gestão da instituição. “Precisamos aguardar o repasse a cada mês. Se for mantida, teremos muita dificuldade para pagar contratos continuados”.
Ele revelou que já houve redução no número de bolsas de pesquisa e extensão, além do impacto na política de internacionalização.
A assistência estudantil também está ameaçada. “Estamos com muita dificuldade para garantir a alimentação em todos os campi”.
Arnóbio ainda criticou o corte de R$ 200 milhões no orçamento da Rede Federal, decidido pelo Congresso. “Poderiam ter priorizado a educação”.
Apesar de reconhecer abertura ao diálogo com o governo atual, ele alertou para riscos graves: “Sem orçamento justo, não teremos como manter as políticas públicas que garantem formação integral e humana”.
O reitor defendeu mais fontes de financiamento e lamentou que o Fundo Soberano do Pré-Sal, que destinaria 75% dos royalties para a educação, nunca tenha saído do papel.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
ver mais
Receba notícias exclusivas