Criadora do ChatGPT lança plano contra desinformação eleitoral no Brasil

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Reprodução/Redes Sociais
OpenAI barra disparos em massa e promete caçar deepfakes no Brasil e nos EUA.

Eleições

28/05/2026

A OpenAI, dona do ChatGPT, lançou uma ofensiva para blindar as urnas no Brasil e nos Estados Unidos. A empresa desenhou um plano focado em "proteger as eleições" contra a enxurrada de mentiras virtuais.

A estratégia inclui uma parceria com a AP (Associated Press) para exibir a apuração dos votos em tempo real. Além disso, a companhia quer frear o uso malicioso da IA (Inteligência Artificial) e monitorar a sua própria neutralidade política.

Os deepfakes, aqueles vídeos super-realistas que fazem pessoas dizerem o que nunca disseram, estão na mira da gigante tecnológica. Para conter essa ameaça, a OpenAI aposta em rastrear a origem digital dos arquivos.

A intenção é dar ferramentas de checagem direto para o eleitor. "Para ajudar a combater 'deepfakes' enganosos, estamos investindo em uma abordagem multicamadas de procedência digital, que permitirá que as pessoas verifiquem se o conteúdo que estão vendo foi criado ou modificado com IA", diz o comunicado.

Os internautas vão rastrear se as imagens saíram do sistema ou da API (Interface de Programação de Aplicação) por meio de marcas d'água. Contudo, os detalhes sobre como o público visualizará esse selo continuam guardados sob segredo.

A OpenAI também acenou para as redes sociais de olho nos feeds de notícias. "Como a maioria das pessoas encontra conteúdo gerado por IA em redes sociais e aplicativos de mensagens, temos satisfação em colaborar com empresas de mídia social enquanto elas avaliam medidas para proteger eleições, usando marcadores de procedência como um sinal relevante para decidir quais conteúdos cívicos recomendar e distribuir nos feeds dos usuários."

O anúncio surge em um momento de forte movimentação nos bastidores de Washington. Recentemente, a empresa fechou um contrato bilionário com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

A negociação correu logo após o presidente Donald Trump banir a rival Anthropic do país. A concorrente entrou na lista negra após exigir travas de segurança do Pentágono para o uso de suas ferramentas em guerras.

No campo eleitoral, a dona do ChatGPT vai cortar as asas dos marqueteiros. Fica terminantemente proibido usar as ferramentas para disparar mensagens em larga escala a favor ou contra partidos e candidatos.

O trabalho burocrático dos comitês, no entanto, ganha sinal verde. "Acreditamos, no entanto, que campanhas políticas devem poder utilizar nossas ferramentas para trabalhos responsáveis conduzidos por humanos, como elaboração de briefings internos, planejamento, redação cotidiana, tradução, compliance e tarefas administrativas. Esses usos são permitidos pelas nossas políticas", afirma a nota.

A flexibilidade serve para manter o debate político ativo e saudável no ambiente digital. "Acreditamos que é importante que pessoas possam usar sistemas de IA para aprender, explorar e discutir temas políticos, e continuaremos permitindo isso enquanto evitamos usos maliciosos por atores de má-fé."

O grupo enxerga o período eleitoral como o momento ideal para testar os escudos cibernéticos. Para a OpenAI, a tecnologia assume um papel fundamental para blindar a infraestrutura que sustenta a democracia.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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