Destino de Bolsonaro na prisão domiciliar está nas mãos de Alexandre de Moraes

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Reprodução/Redes Sociais
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado em 2022.

Política

22/06/2026

O período de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro termina nessa quinta-feira (25). A decisão de prorrogar ou não o regime especial cabe ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF (Supremo Tribunal Federal).

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado em 2022. O benefício de 90 dias foi concedido em março por razões de saúde após um quadro grave de broncopneumonia.

A defesa tenta estender a permanência em casa alegando crises agudas de soluço e necessidade de exames complexos. Conforme os médicos, os remédios para conter as crises já atingiram o limite de segurança terapêutica.

O cenário ganhou traços dramáticos com uma confusão envolvendo a segurança do político. Uma pistola pertencente ao ex-presidente foi apreendida pela polícia em uma blitz com um militar do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

Moraes exigiu explicações urgentes sobre o porte do armamento. Os advogados alegaram que a equipe removeu uma peça da pistola para desativá-la por cautela devido aos remédios psiquiátricos do paciente.

"As medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao Peticionário [Jair Bolsonaro], capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante."

Especialistas jurídicos avaliam que o deslize com o armamento configura falta grave. Porém, a idade avançada de 71 anos e o estado clínico debilitado podem pesar a favor da manutenção do ex-presidente em domicílio.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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