Donald Trump sanciona brasileiros ligados ao PCC

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Reprodução/Redes Sociais
Essa é a primeira ofensiva de Trump desde que o grupo paulista entrou na lista de organizações terroristas internacionais dos EUA, em junho.

Mundo

01/07/2026

O governo dos Estados Unidos resolveu sufocar o caixa do PCC (Primeiro Comando da Capital). O Departamento do Tesouro anunciou, nesta quarta-feira (1º), sanções econômicas contra dois brasileiros e quatro empresas acusados de mover os bilhões da facção.

Essa ofensiva é a primeira canetada de Washington desde que o grupo paulista entrou na lista de organizações terroristas internacionais dos EUA, em junho. A medida bloqueia bens dos envolvidos em solo americano e proíbe qualquer transação comercial com eles.

Os alvos principais da retaliação são os brasileiros Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Na mira do Tio Sam também entraram as empresas Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda, Wave Construções Inteligentes Ltda, Victory Trading e a portuguesa Avenidas Flutuantes.

A engenharia financeira funcionava para esconder a dinheirama suja do crime organizado entre o Brasil e os EUA. Segundo as investigações, centralizadas no estado da Flórida, o esquema usava até criptomoedas para despistar os rastreadores.

As autoridades apontam Shimada como o grande cérebro das finanças dessa rede criminosa. O rapaz teria coordenado a lavagem de mais de US$ 30 milhões, fazendo a ponte entre traficantes e membros da facção na Flórida.

Stella Stefanie atuava no suporte logístico da operação clandestina. O papel dela era administrar o dia a dia da rede e ajudar no recolhimento de montantes vultosos em dinheiro vivo.

O nome de Victor Shimada não é estranho para as autoridades brasileiras. Em 2025, ele virou réu no MPSP (Ministério Público de São Paulo) por lavagem de dinheiro no caso da VaideBet, antiga patrocinadora do Corinthians.

A Casa Branca inclusive afirmou que uma das firmas sancionadas desviou recursos de um time de futebol brasileiro, ocultando o nome do clube. Para o Tesouro americano, cortar o fluxo de notas internacionais é o único jeito de quebrar as pernas da facção.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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