Cidades
02/06/2026
O fantasma do El Niño não vai assombrar o Rio Grande do Norte nos próximos meses. Enquanto estados como Santa Catarina já acionaram o alerta climático, os potiguares podem respirar aliviados.
Quem garante a calmaria é a Emparn (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte). O órgão acalmou os ânimos e descartou qualquer cenário drástico para o território estadual.
O meteorologista Gilmar Bistrot, chefe do setor de previsão da Emparn, gravou um comunicado detalhando o cenário. Segundo ele, o ápice do fenômeno ocorre entre setembro e novembro, mas sem impactos severos na região.
“A atuação da presença do El Niño nessa época do ano, principalmente agora na segunda quinzena, onde ele tende a apresentar o seu ápice, o seu valor maior, durante os meses de setembro, outubro e novembro; esse episódio não vai trazer consequências aqui para a região Nordeste e aqui para o estado do RN. Porque nós não temos avariação de ocorrência de chuva, sistemas meteorológicos que atuam aqui nessa época do ano”, explicou o especialista.
Em vez de temporais devastadores, o potiguar vai sentir o impacto direto nos termômetros. A previsão aponta para tardes mais abafadas e uma calmaria atípica no ar.
“Nós poderemos ter aumento da temperatura e diminuição do vento no período que mais venta aqui no, no estado, que são os meses de agosto até outubro”, detalhou Gilmar. A mudança serve para tranquilizar o público que acompanha o noticiário nacional.
“Nós não teremos aí mudanças climáticas significativas no comportamento do tempo por conta da presença do fenômeno El Niño”, afirmou o meteorologista.
Os dados da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) indicam mais de 80% de chance de o fenômeno esquentar o Pacífico já em julho. A intensidade máxima global deve ser registrada entre dezembro deste ano e janeiro do próximo ano.
Por isso, a única ressalva do especialista da Emparn fica para o orçamento de chuvas do futuro. Se o fenômeno ganhar sobrevida no início de 2027, o semiárido potiguar corre o risco de encarar uma estiagem severa.
O Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) confirmou que o Sul do país vai levar a pior parte desse ciclo. O Rio Grande do Sul deve registrar temporais acima da média e quebra na produção de arroz, feijão e milho.
Até o momento, o governo norte-americano prevê anomalias térmicas superiores a dois graus no oceano. Essa oscilação extrema vai causar inundações na costa oeste dos Estados Unidos, bem longe das praias potiguares.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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