Encontro entre Lula e Donald Trump dura mais de três horas

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Ricardo Stuckert/PR
Turbulências envolvendo Lula e Donald Trump se estendem desde 2025, com críticas de ambos os lados.

Política

07/05/2026

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump almoçaram hoje (7) na sede do governo norte-americano. O encontro durou três horas e serviu para tratar de temas espinhosos, como o comércio exterior e taxas de importação.

Pelas redes sociais, Trump classificou a conversa como "muito produtiva". O líder dos Estados Unidos aproveitou para rotular o brasileiro como "muito dinâmico".

O plano original de atender a imprensa no Salão Oval acabou alterado de última hora. Lula deve se manifestar publicamente ainda hoje na embaixada brasileira em Washington.

A conversa foi articulada para tratar de minerais críticos e segurança. "Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave", escreveu o presidente norte-americano.

O foco principal recaiu sobre as pesadas taxas aplicadas ao aço e ao alumínio do Brasil. Além disso, os líderes avançaram no debate sobre o combate ao crime organizado e ao tráfico de armas.

Acompanharam o presidente os ministros da Fazenda, da Justiça e das Relações Exteriores. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também integrou a comitiva oficial.

O Brasil já acionou a OMC (Organização Mundial do Comércio) contra as medidas protecionistas de Washington. Atualmente, o governo ianque aplica uma tarifa global de cerca de 10% que atinge diversos produtos nacionais.

A convivência entre os dois países passa por turbulências políticas desde 2025. O cenário envolve críticas de Trump ao Judiciário brasileiro e às decisões relacionadas ao 8 de janeiro.

Novas rodadas de negociação estão previstas para os próximos meses conforme a necessidade. A ideia é reduzir o clima de disputa que marca a relação bilateral ultimamente.

Representantes técnicos devem se debruçar sobre os detalhes para evitar retaliações comerciais maiores. A diplomacia brasileira tenta agora reverter o fôlego do protecionismo na capital norte-americana.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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