Economia
07/04/2026
As principais federações empresariais do Rio Grande do Norte ligaram o sinal de alerta máximo. A possível extinção da escala de trabalho 6x1 pode mexer diretamente no bolso do consumidor potiguar.
O setor produtivo avalia que a mudança, sem um plano sólido, traz riscos reais e imediatos. Entre os problemas previstos estão o aumento de tarifas e o corte de postos de trabalho.
Eudo Laranjeiras, da Fetronor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste), abre a fila das preocupações. Ele avisa que o fim da escala pode “pressionar ainda mais” o transporte público.
Com margens operacionais apertadas, o custo deve sobrar para quem anda de ônibus. O deslocamento ficaria mais caro, pesando no orçamento das famílias que dependem do serviço.
No campo das fábricas, a Fiern (Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte) também vê nuvens cinzentas. Roberto Serquiz, presidente da entidade, foca na competitividade e na produção.
Sem aumento de produtividade, as indústrias podem travar novos investimentos. O resultado seria amargo: menos oportunidades e muita incerteza para o trabalhador industrial.
O comércio e os serviços seguem pelo mesmo caminho de pessimismo. Marcelo Queiroz, da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN), teme pela perda de flexibilidade.
Menos gente trabalhando no esquema atual pode significar lojas fechadas ou horários reduzidos. O consumidor terminaria com menos opções de compra e serviços essenciais.
Até o campo entra na conversa com a Faern (Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do RN). José Vieira lembra que o agronegócio não segue o relógio de ponto tradicional.
Ciclos naturais e sazonais de colheita não aceitam escalas fixas sem gerar prejuízos. Sem cuidado, a comida na mesa do cidadão pode sofrer com a falta de oferta.
O coro das entidades potiguares pede cautela e um debate técnico urgente. Ninguém quer decisões apressadas que travem o desenvolvimento econômico do nosso estado.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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