Flávio defende reforma do Judiciário, redução da maioridade penal e fim da reeleição

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Reprodução/Redes Sociais
Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL, explica como pretende propor mudanças na Constituição.

Eleições

07/10/2026

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (7) que pretende propor mudanças na Constituição para reformar o Judiciário, reduzir a maioridade penal e acabar com a reeleição. A declaração foi dada em Brasília, durante ato de formalização do apoio da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, à sua candidatura no segundo turno.

Flávio procurou delimitar as mudanças que pretende defender após declarações sobre a possibilidade de alterar a Constituição com o apoio do novo Congresso provocarem preocupação entre aliados. Segundo ele, qualquer proposta dependerá de aprovação do Legislativo.

O candidato afirmou que, se eleito, usará o capital político do início do mandato para tentar aprovar o fim da reeleição presidencial. Caberá ao Congresso definir se a medida será estendida aos governadores e se os mandatos terão quatro ou cinco anos.

Flávio também defendeu mudanças na reforma tributária, criticou a alíquota projetada para o novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e prometeu trabalhar pela redução da carga tributária, inclusive sobre a folha de pagamento.

Ao comentar a composição do Congresso eleito, afirmou que uma eventual reeleição do presidente Lula produziria incompatibilidade entre o Executivo e o Legislativo. Segundo Flávio, o novo Congresso está configurado para um governo alinhado à sua candidatura.

O apoio da União Progressista foi formalizado por governadores, senadores e deputados dos dois partidos, que prometeram reforçar a campanha até 25 de outubro. Os presidentes nacionais do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda, não participaram do evento.

Questionado sobre a redução da jornada de trabalho, Flávio defendeu mais tempo de descanso para os trabalhadores, mas evitou apoiar a proposta do governo Lula. Argumentou que a discussão precisa considerar seus efeitos sobre emprego, renda e endividamento.

O candidato também reiterou a proposta de renegociar dívidas de pessoas físicas e empresas por meio da Caixa Econômica Federal, com juros menores, prazos mais longos e carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para empresas.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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