Economia
31/03/2026
O governo federal passou o facão no Orçamento de 2026 e detalhou, na noite de ontem (30), onde o calo vai apertar. O bloqueio de R$ 1,6 bilhão servirá para blindar os investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
O Ministério do Planejamento e Orçamento publicou o decreto que mostra a partilha do prejuízo. Quase todo o peso recaiu sobre o ombro do Poder Executivo.
Do montante total, R$ 1,26 bilhão atinge gastos diretos do governo, as chamadas despesas discricionárias. Outros R$ 334 milhões sobraram para as emendas parlamentares.
O ajuste segue as regras da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). O objetivo é garantir que a Esplanada não gaste mais do que arrecada.
Além do bloqueio imediato, o governo manteve uma espécie de "rédea curta" nos gastos até novembro. Esse mecanismo pode segurar até R$ 42,9 bilhões em autorizações de despesas ao longo do ano.
A ideia é liberar o dinheiro em etapas, conforme a economia der sinais de vida. Os prazos para abrir a torneira estão previstos para maio, novembro e dezembro.
O Ministério dos Transportes foi quem mais sentiu o golpe, perdendo R$ 476,7 milhões. Por outro lado, Saúde e Educação saíram ilesas desta rodada de contenção.
Confira abaixo a lista completa dos órgãos afetados pelo bloqueio de R$ 1,26 bilhão:
Ministério dos Transportes: R$ 476,7 milhões;
Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte: R$ 131 milhões;
Ministério da Agricultura e Pecuária: R$ 124,1 milhões;
Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional: R$ 101 milhões;
Ministério da Fazenda: R$ 100 milhões;
Ministério das Cidades: R$ 84 milhões;
ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres): R$ 81,2 milhões;
Ministério do Esporte: R$ 67,7 milhões;
Ministério de Portos e Aeroportos: R$ 30,3 milhões;
Ministério da Cultura: R$ 23,9 milhões;
Ministério das Comunicações: R$ 19,3 milhões;
Ministério da Pesca e Aquicultura: R$ 8,8 milhões;
Ministério do Turismo: R$ 7,3 milhões;
ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar): R$ 3,4 milhões;
Ministério da Saúde: R$ 1,7 milhão;
Total: R$ 1,26 bilhão.
As pastas têm até o dia 7 de abril para escolher quais projetos vão para a geladeira. O monitoramento das contas será constante para evitar sustos no fechamento do ano.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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