Economia
03/11/2026
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta terça-feira (3) que discutirá com o presidente Lula a medida provisória que regulamenta o Imposto Seletivo, conhecido como “imposto do pecado”. A proposta poderá ser enviada ainda hoje ao Congresso e precisa ser aprovada até o fim do ano.
Criado pela reforma tributária, o imposto começará a ser cobrado em 2027 sobre produtos e atividades prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. No primeiro ano, a carga tributária atual será mantida. A previsão é de aumento a partir de 2028.
O tributo incidirá sobre cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes, determinados veículos, extração mineral, loterias e apostas.
Segundo Durigan, o governo acertou com os setores envolvidos a manutenção temporária do IPI durante o período de 90 dias necessário para a entrada em vigor do novo imposto, evitando perdas de arrecadação.
A equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões em 2027 com o Imposto Seletivo. O objetivo, além de preservar a arrecadação, é desestimular o consumo de produtos nocivos.
Estudos citados pelo Ministério da Saúde apontam que o tabagismo provoca impacto econômico anual de R$ 153,5 bilhões no Brasil, enquanto doenças associadas ao consumo de bebidas ultraprocessadas custam quase R$ 3 bilhões ao SUS.
Representantes da indústria de bebidas alcoólicas, por sua vez, alertam que o aumento futuro da tributação poderá elevar preços, reduzir empregos e estimular o mercado ilegal.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.
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