Política
12/04/2026
Você já imaginou se Luiz Inácio Lula da Silva não for candidato à reeleição?
As palavras são dele, em entrevista ao ICL Notícias, veículo notadamente alinhado à esquerda:
— Eu não decidi se serei candidato ainda. Vai ter uma convenção em junho e eu, para decidir ser candidato, vou ter que apresentar um programa — disse, indo direto ao ponto quando indagado sobre o cenário econômico e social: — Tá tudo ruim ainda.
Quando li a declaração pela primeira vez, achei que era manha do líder petista. Mas há algo mais acontecendo.
Lula parece isolado no campo da esquerda, sem diálogo com as principais figuras do Congresso Nacional, distante de setores do agronegócio, do empresariado, dos profissionais liberais e dos religiosos do segmento evangélico.
A seis meses da eleição, Lula parece cansado e sem coelhos para tirar da cartola. Isso tem nome e sobrenome: fadiga de material.
Isso quer dizer que ele jogou a toalha? Ainda não há fato concreto nesse sentido. No entanto, sua declaração nesta semana acende um sinal de alerta em todo o universo petista.
Por quê?
Porque a saída de Lula do páreo desmonta toda a estratégia do PT no Rio Grande do Norte para as eleições de outubro.
O que será de Cadu Xavier sem poder colar seu nome à imagem de Lula? O que vai sobrar de Samanda?
O que será de Fátima sem a perspectiva de assumir um cargo de relevância nacional em um eventual quarto mandato de Lula?
O que restará de discurso para petistas do porte de Natália Bonavides e Fernando Mineiro no enfrentamento aos bolsonaristas?
Será um verdadeiro tsunami. Terra arrasada. Devastação ideológica.
Os petistas não querem nem cogitar um cenário desses. Rezam todos os dias para Santa Rita de Cássia, padroeira das causas impossíveis.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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