Lula sanciona lei que cria a Universidade Federal Indígena

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Agência Brasil
Esta é a primeira instituição de ensino superior do país voltada exclusivamente para indígenas.

Educação

29/05/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que cria a Universidade Federal Indígena (Unind). 

A proposta partiu do próprio governo federal. O Congresso Nacional concluiu a aprovação do projeto no início de maio.

Esta é a primeira instituição de ensino superior do país voltada para essa área. A expectativa é que as atividades comecem no ano de 2027.

O plano prevê a oferta inicial de dez cursos de graduação. As opções abrangem saúde coletiva, gestão ambiental e formação de professores.

A meta estipulada prevê o atendimento de 2,8 mil estudantes em quatro anos. A sede principal vai operar em Brasília.

O governo planeja abrir novos campi por diferentes regiões brasileiras no futuro. O foco principal é valorizar saberes tradicionais e línguas ancestrais.

Lula afirmou que a iniciativa garante direitos de forma civilizada. “O diploma é a garantia de que esse país está preparando a sua sociedade para ser tratada como cidadã de primeira linha. Todo mundo tem direito ao conhecimento, e esse conhecimento vai permitir que as pessoas façam coisas que antes não sabiam.”

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, declarou que o projeto era um sonho antigo. “Será o local propício para a produção de conhecimento, que irá resultar na defesa dos direitos indígenas, no constante aperfeiçoamento da política pública para os povos indígenas e na consolidação da autoridade epistemológica indígena.”

A deputada federal Sônia Guajajara (Psol) explicou os diferenciais da estrutura. “Ela oferecerá ensino superior, pesquisa e extensão sob uma perspectiva cultural, valorizando saberes tradicionais, línguas ancestrais e práticas que colocam a relação entre o ser humano e a natureza no centro do saber.”

Mais de 20 seminários regionais pelo país ajudaram a construir o projeto acadêmico. Os debates reuniram especialistas, professores e lideranças de diversas etnias.

O Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (FNEEI) validou a importância desse intercâmbio cultural. A entidade acompanhou de perto todas as etapas de discussão do texto.

Rita Potiguara, representante do fórum, defendeu a riqueza intelectual dos povos nativos. “Nós, povos indígenas, possuímos ciências, filosofias, sistemas linguísticos, tecnologias, sistemas agrícolas, conhecimento ambientais, formas próprias de ensinar e de compreender o mundo.”

A representante concluiu que o local vai unir tradição e ciência contemporânea. “[Será] um espaço onde as línguas indígenas terão força, presença e reconhecimento institucional.”

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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