Política
10/04/2026
O senador Rogério Marinho (PL) está em pé de guerra com a pauta de votações de abril no Senado Federal. Para ele, as decisões sobre o STF (Supremo Tribunal Federal) e a revisão de penas vão mostrar o real compromisso das instituições.
O primeiro alvo do parlamentar é a indicação de Jorge Messias para a Corte, marcada para o dia 29. Marinho alerta que “não se trata de uma escolha trivial ou meramente administrativa”.
O líder da oposição acredita que a independência do tribunal está em jogo. Segundo ele, o nome indicado está preso a um “projeto de poder” que ameaça a liberdade de expressão no país.
No dia seguinte, 30 de abril, o foco muda para a discussão sobre a dosimetria das penas. O senador vê nessa pauta a chance de enfrentar o que chama de “distorções recentes do sistema de justiça”.
Ele defende que centenas de brasileiros sofrem com punições exageradas em processos judiciais. Para o emedebista, o Parlamento tem a responsabilidade de frear interpretações que desafiam o Direito Penal.
Mas o plano de Marinho vai além de barrar nomes ou ajustar sentenças. Ele enxerga esses movimentos como o ponto de partida para uma anistia ampla e irrestrita.
Na visão do senador, a paz nacional só virá ao “libertando o presidente Bolsonaro, hoje feito de refém”. Ele também quer garantir o retorno de exilados que deixaram o país após criticarem o sistema.
Em nota oficial, o político subiu o tom e afirmou que não existe lugar para dúvidas. “O que está em julgamento são os limites do poder e a integridade das garantias individuais”, disparou.
Para o parlamentar potiguar, rejeitar a indicação ao Supremo e rever as penas são atos de coragem. Ele acredita que o momento exige que o Senado Federal saia da omissão e tome uma atitude.
A temperatura deve subir nos corredores de Brasília com a proximidade das datas. A oposição trata as votações como uma barreira necessária para retomar a "normalidade democrática".
Leia a íntegra da nota divulgada por Rogério Marinho:
O mês de abril impõe ao Brasil decisões que testarão, na prática, o compromisso das instituições com a democracia.
No próximo dia 29, o Senado Federal será chamado a deliberar sobre a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Não se trata de uma escolha trivial ou meramente administrativa.
Está em jogo a preservação da independência da mais alta Corte do país. A indicação recai sobre um nome diretamente vinculado a um projeto de poder e associado a iniciativas que tensionaram garantias fundamentais, especialmente a liberdade de expressão.
No dia 30, o Parlamento terá a oportunidade — e a responsabilidade — de enfrentar uma das mais evidentes distorções recentes do sistema de justiça: o veto à dosimetria. Centenas de brasileiros seguem submetidos a punições desproporcionais, em processos marcados pela ausência de individualização de condutas e pela adoção de interpretações que desafiam princípios básicos do direito penal.
É o primeiro passo para a pacificação do país, que só se concretizará quando aprovarmos a anistia ampla, geral e irrestrita, libertando o presidente Bolsonaro, hoje feito de refém, e garantindo a paz de pessoas exiladas por criticarem o sistema.
Não há espaço para ambiguidades.
O que está em julgamento são os limites do poder e a integridade das garantias individuais. Rejeitar a indicação ao Supremo e derrubar o veto à dosimetria não são gestos políticos ordinários — são afirmações inequívocas de compromisso com a normalidade democrática, com a justiça e com a liberdade.
A história registra os momentos em que o Parlamento se omite — e, sobretudo, aqueles em que decide agir. Este é um desses momentos.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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