Economia
28/09/2026
A menos de dez dias do primeiro turno das eleições, três medidas do governo Lula abriram um desafio adicional de R$ 42,3 bilhões para o Orçamento de 2027. As mudanças envolvem aumento de despesas, uma nova operação financeira da União e perda de arrecadação, exigindo uma revisão das contas que já estão em análise no Congresso Nacional.
A maior pressão vem do reajuste do Bolsa Família, cujo benefício mínimo passou de R$ 600 para R$ 691, com impacto estimado em R$ 22 bilhões no próximo ano. Outra medida é a terceira etapa do Desenrola, que prevê até R$ 15 bilhões para a compra de carteiras de dívidas inadimplidas, enquanto a proibição das apostas de quota fixa (bets) representa uma perda prevista de R$ 5,3 bilhões em receitas.
O impacto das decisões recairá sobre o próximo governo, responsável pela execução do Orçamento a partir de janeiro de 2027. O projeto enviado ao Congresso em 31 de agosto previa despesas de R$ 2,83 trilhões e superávit primário de R$ 18,6 bilhões, com margem de aproximadamente R$ 10,1 bilhões sobre a meta fiscal estabelecida para o período.
Apesar da pressão adicional, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que as mudanças serão incorporadas ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) e que a meta fiscal será mantida. O desafio será acomodar os novos valores sem comprometer o objetivo de superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 73,2 bilhões em 2027.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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