Economia
29/09/2026
O Ministério Público Federal (MPF) voltou a pedir a suspensão da licença ambiental concedida à Petrobras para exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas.
O recurso, apresentado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) na segunda-feira (28), pede a paralisação imediata de qualquer perfuração ou teste no bloco marítimo FZA-M-59.
O MPF contesta decisão da Justiça Federal do Amapá que extinguiu ação contra a União, o Ibama e a Petrobras. O juiz Anselmo Gonçalves da Silva entendeu que já existem outras ações com o mesmo teor e aplicou multa ao MPF por litigância de má-fé.
No recurso, o Ministério Público sustenta que a decisão ignorou riscos ao ecossistema marinho, compromissos climáticos assumidos pelo Brasil e tratados internacionais. Cita ainda o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico ocorrido durante a operação de uma sonda em janeiro.
Outro argumento é que a autorização inicial do Ibama previa a perfuração de apenas um poço, o Morpho, durante cinco meses. Segundo o MPF, o cronograma foi ampliado para quatro poços, com atividades até 2029, o que exigiria novos estudos ambientais.
Os procuradores também apontam a falta de consulta prévia aos povos indígenas e às comunidades quilombolas e de pescadores artesanais do Amapá e do Pará, prevista na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.
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