Política
22/09/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (22), durante o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que o Brasil não aceita ser tratado como área de influência de outras potências. A declaração foi feita em meio ao aumento das operações dos Estados Unidos na América Latina e antes do discurso do presidente norte-americano Donald Trump.
"O Brasil não cabe no quintal de ninguém. Precisamos de parceiros com uma agenda positiva, que fomentem o desenvolvimento. Diferenças ideológicas não devem ser obstáculos para a maior integração entre vizinhos", adicionou. Lula também afirmou: “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas.”
O presidente brasileiro defendeu a cooperação internacional para combater o crime organizado e interromper o fluxo de armas e dinheiro. Ele também criticou a influência externa em processos eleitorais e classificou como ultrapassadas as disputas por zonas de influência e recursos estratégicos.
"A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constitui gestos anacrônicos", comentou.
Venezuela, Nicarágua e Cuba
Ao abordar a situação política na América Latina, Lula afirmou que os venezuelanos devem ter o direito de definir o próprio destino. Sobre a Nicarágua, declarou que o país "não vai resolver os seus problemas impedindo a oposição de disputar eleições".
O presidente também criticou o embargo econômico contra Cuba e classificou a medida como ilegal. A fala ocorreu durante o discurso brasileiro na Assembleia Geral da ONU, evento em que o Brasil mantém a tradição de abrir os pronunciamentos desde 1955.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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