Novas regras para big techs entram em vigor nesta segunda sob pressão da oposição

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Redes precisarão criar canais diretos para apagar conteúdos íntimos sem consentimento em até duas horas.

Política

20/07/2026

Os decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que impõem novas obrigações às big techs entram em vigor nesta segunda-feira (20). O Palácio do Planalto admite internamente que partes do texto correm risco de anulação pelo Legislativo.

As medidas haviam sido assinadas em maio e cumpriram quarenta dias de vacância. A oposição reuniu 32 PDLs (Projetos de Decreto Legislativo) para tentar sustar as novas normas.

No Senado Federal, o presidente Davi Alcolumbre enviou as propostas para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A oposição projeta destravar a pauta em agosto usando manobras como o pedido de urgência.

A maior controvérsia envolve o poder repassado à ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) para fiscalizar e punir infrações. Plataformas temem ingerência estatal, enquanto o governo enquadra a mudança como atualização do Marco Civil da Internet.

O texto obriga as empresas a agirem rápido contra crimes virtuais e conteúdos ilícitos. Além disso, a AGU (Advocacia-Geral da União) ganha aval para notificar a remoção de anúncios fraudulentos envolvendo programas sociais.

O secretário de Políticas Digitais da Secom (Secretaria de Comunicação Social), João Brant, defendeu a medida e citou uma "epidemia de fraudes no ambiente digital". O gestor ressaltou que "se a gente tiver que entrar com uma ação judicial para cada um dos casos de fraude existentes, isso seria um desastre".

A segunda portaria combate a violência de gênero e o uso indevido de IA (Inteligência Artificial). As redes precisarão criar canais diretos para apagar conteúdos íntimos sem consentimento em até duas horas.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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