Política
06/07/2026
O Congresso Nacional entra na reta final dos trabalhos antes do recesso de julho de olho nas urnas. O avanço de pautas importantes deve travar, empurrando grandes debates para o segundo semestre.
A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da jornada 6x1 lidera a lista dos projetos adiados. O plano do governo de aplicar a mudança antes das eleições de outubro naufragou.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reúne os líderes partidários nesta terça-feira (7) para debater o cronograma. Nos bastidores, a estratégia do comando da Casa é prolongar o debate sem pressa.
A proposta de redução da jornada semanal de 44 para 40 horas está paralisada desde maio. Embora o atraso frustre o Planalto, o tema deve virar forte combustível eleitoral para o governo.
A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva projeta que a medida pode alcançar 37 milhões de trabalhadores. Trata-se de uma bandeira com imenso apelo popular junto à classe trabalhadora.
A PEC da autonomia do Banco Central e a aposentadoria especial para agentes de saúde também vão para a gaveta. O mesmo destino aguarda textos sobre misoginia e o novo teto para o MEI (Microempreendedor Individual).
Os dois últimos itens correm por fora e têm chances remotas de votação na última semana ativa. Contudo, o clima político indica que Brasília deve esvaziar rapidamente nos próximos dias.
O recesso parlamentar oficial vigora entre os dias 18 e 31 de julho. Logo depois, as convenções partidárias e os registros de candidaturas prometem paralisar de vez o Legislativo.
A campanha eleitoral oficial ganha as ruas e a internet a partir do dia 16 de agosto. Com isso, deputados e senadores devem sumir da capital para se concentrarem em suas bases regionais.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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