Economia
23/03/2026
O aumento do preço do petróleo provocado pela guerra entre Estados Unidos e Irã pode gerar uma arrecadação extra de até R$ 125,2 bilhões em 2026 para União, estados e municípios. A estimativa considera o barril em torno de US$ 110 — patamar observado recentemente no mercado internacional.
Desse total, cerca de R$ 63,5 bilhões ficariam com o governo federal. Em um cenário mais conservador, com o barril a US$ 100, o ganho adicional seria de R$ 95,9 bilhões, sendo R$ 48,6 bilhões destinados à União.
As projeções são do economista Manoel Pires, do Ibre-FGV, e levam em conta o impacto da alta do petróleo sobre royalties, participação especial, lucro em óleo e Imposto de Renda do setor.
O estudo chama atenção para o descompasso com o Orçamento de 2026, aprovado com previsão de barril a US$ 64,93 — bem abaixo dos níveis atuais.
Segundo Pires, esse aumento de receitas cria espaço fiscal para que governos adotem medidas de mitigação dos efeitos da alta dos combustíveis, especialmente sobre a inflação e os custos de produção.
Na prática, esse movimento já começou. O governo federal anunciou um pacote que inclui a zeragem de PIS/Cofins sobre o diesel, subsídios a produtores e importadores e a criação de um imposto de exportação de 12% sobre o petróleo.
A avaliação é que, diante do novo choque global, o reforço de caixa pode funcionar como uma espécie de “colchão fiscal” para amortecer os impactos da crise sobre empresas e consumidores, sobretudo os de menor renda.
Fonte: Folha
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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