Preço do tungstênio quadruplica e exportações sobem 356% no RN

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Alex Régis/Tribuna do Norte
Alta no valor exportado pelo RN tem relação com a valorização do tungstênio no mercado internacional, além de restrições da China.

Economia

26/08/2026

As exportações de tungstênio do Rio Grande do Norte somaram US$ 6,8 milhões no primeiro semestre de 2026, alta de 356% em relação aos US$ 1,5 milhão registrados no mesmo período de 2025. Os dados foram publicados pela Tribuna do Norte com base em levantamento do Sebrae.

O avanço ocorreu principalmente pela valorização do minério no mercado internacional, e não pelo aumento da quantidade embarcada. O preço médio subiu de US$ 19,22 para US$ 76,98 por quilo, quase quatro vezes mais.

No período, o RN exportou cerca de 88,5 toneladas, enquanto todo o ano de 2025 registrou 193 toneladas. A produção potiguar está concentrada em Currais Novos, no Seridó, tradicional polo da xelita, minério utilizado na extração do tungstênio.

A valorização ocorre em meio às restrições impostas pela China, principal produtora mundial, e ao aumento da procura pelo metal, usado em setores como defesa, veículos elétricos, baterias e microchips. Os Países Baixos foram o principal destino das exportações potiguares.

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), a arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) sobre o tungstênio chegou a cerca de R$ 1,5 milhão entre janeiro e julho de 2026.

O presidente do Sindicato da Indústria da Extração de Metais Básicos e de Minerais Não Metálicos (Sindiminerais), Mário Tavares, afirmou que a valorização já movimenta o setor. “Está todo mundo correndo atrás de tungstênio”, afirmou.

Tavares também relatou a disparada no preço da xelita, que, segundo ele, passou de cerca de R$ 0,50 por quilo há cinco anos para até R$ 850 atualmente. “Hoje você chega em qualquer mina dessa, você tem que começar a conversar a partir de R$ 850. Então tá um preço muito bom, muito atrativo”, disse.

O cenário também pode estimular novos empregos e a retomada de áreas de mineração antes consideradas pouco viáveis. O principal desafio, segundo o setor, é a disponibilidade de reservas, consideradas pequenas no estado.

Para David Góis, gerente de Negócios, Inovação e Tecnologia do Sebrae, a procura internacional abriu espaço para produtores potiguares. “Com as restrições impostas pela China, os mercados começaram a procurar outros fornecedores, e estados produtores, como o Rio Grande do Norte, estão se beneficiando desse momento de mercado”, comenta.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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