Produção de petróleo em terra cai 15,8% no Rio Grande do Norte no 1º trimestre

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Reprodução/Redes Sociais
Operações técnicas específicas de cada poço também influenciaram os números.

Economia

15/05/2026

A extração de petróleo onshore (em terra firme) no Rio Grande do Norte recuou 15,85% nos primeiros três meses de 2026. O balanço foi apresentado pela SEDEC (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação).

O volume total somou 2,25 milhões de barris, contra os 2,68 milhões do ano anterior. O gás natural acompanhou a curva de descida, com redução de 20,34% no período.

No mar, o petróleo offshore (extração marítima) também encolheu 15,42%. Em contrapartida, o gás natural em águas potiguares deu um salto positivo de 2,75%.

A queda está ligada à exaustão natural dos reservatórios e à pressão reduzida dos campos maduros. Operações técnicas específicas de cada poço também influenciaram os números.

O Idema (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente) descartou lentidão em licenças ambientais. O órgão notou uma “diminuição da entrada de novos processos prioritários no período, especialmente aqueles relacionados à exploração e perfuração de poços”.

Empresas do setor estão reavaliando estratégias e abandonando empreendimentos temporariamente. Muitas operadoras preferiram pedir prorrogação de licenças antigas em vez de iniciar novos projetos.

Um fator de peso foi a interdição de instalações de uma grande operadora no final de 2025. A paralisação ocorreu para adequações exigidas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Hugo Fonseca, secretário da SEDEC, afirmou que o Estado monitora o setor de perto. O foco é garantir a manutenção dos empregos e da receita estadual.

“Estamos atentos, e todas as instâncias da gestão devidamente mobilizadas para avaliarmos se há algo além do que já fazemos”, declarou Fonseca. O secretário reforça que as empresas trabalham para superar esses entraves técnicos.

Apesar do tombo momentâneo, o governo encara o cenário como uma chance para novos investimentos. A meta é focar na recuperação dos campos antigos e fortalecer a cadeia produtiva potiguar.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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