Política
22/09/2026
O candidato ao Senado pelo PDT, Rafael Motta, afirmou que apoiaria uma investigação contra um governo aliado caso existissem provas que justificassem a apuração. A declaração foi dada nesta segunda-feira (21), durante entrevista.
Questionado sobre uma eventual Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o governo federal, Motta disse que o alinhamento político não deveria impedir investigações.
“Eu acho que todo mundo que está na vida pública precisa estar sob a ótica da Justiça e da investigação. Se existir algum caso em que realmente existam provas que precisam ser investigadas, eu não vejo problema nenhum”, declarou.
Segundo Motta, uma apuração também pode esclarecer questionamentos apresentados pela população. “Pelo contrário, acho que tem que ser investigado justamente para trazer à luz os questionamentos que sejam da sociedade”, afirmou.
Apesar da posição, o candidato reforçou seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse acreditar no projeto político do petista. Ele defendeu a eleição de senadores alinhados ao governo federal para facilitar a chegada de investimentos e recursos ao Rio Grande do Norte.
“Eu tenho um lado, sempre tive, sempre participei e votei no presidente Lula. Eu acredito no projeto de Lula para o Brasil”, disse.
Motta, porém, afirmou que não pretende votar automaticamente com o governo e citou como exemplo medidas que aumentem impostos ou prejudiquem trabalhadores.
“Quando existe algo que é ruim para o trabalhador, a gente vai votar contra”, afirmou.
Na área tributária, o candidato defendeu maior cobrança sobre os mais ricos e redução da carga para trabalhadores de menor renda. “A gente tem que taxar mais quem tem mais dinheiro e taxar menos quem tem menos dinheiro”, declarou.
Motta também lembrou seus votos contrários às reformas trabalhista e previdenciária durante o mandato de deputado federal e afirmou que pretende manter essa posição caso seja eleito senador.
Durante a entrevista, o candidato ainda chamou atenção para o mandato de oito anos no Senado e defendeu que os eleitores considerem as posições e o histórico dos concorrentes.
Motta criticou ainda políticos que, segundo ele, se apresentam como aliados de Lula no Rio Grande do Norte, mas não mantêm alinhamento com o presidente. Ele não citou nomes.
Ao final, reafirmou apoio à chapa formada por Cadu Xavier para o Governo do Estado e por Samanda Alves e ele próprio para o Senado.
“O time de Lula está formado no Estado do Rio Grande do Norte. É Cadu governador, junto com Samanda senadora e Rafael Motta senador”, afirmou.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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