Cidades
26/05/2026
O Rio Grande do Norte conquistou o topo do ranking de desenvolvimento humano no Nordeste. O estado atingiu a nota de 0,778 no IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), conforme dados do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) divulgados hoje (26).
Apesar da liderança regional, os potiguares ocupam a 15ª posição nacional e figuram abaixo da média brasileira, que é de 0,805. Essa pontuação representa o melhor resultado da série histórica local iniciada em 2012, quando o estado amargava a 20ª colocação.
No ringue nordestino, o território potiguar superou o Ceará, segundo colocado com 0,773, e Pernambuco, que obteve 0,767. Na outra ponta da tabela, o Maranhão amarga o pior índice da região e do país, registrando 0,745.
O motor do avanço potiguar foi a longevidade, impulsionada por uma expectativa de vida de 77,83 anos em 2024. As mulheres da terra se sobressaem e ostentam a maior esperança de vida do Brasil, batendo a média de 81,24 anos.
A engrenagem da educação também mostrou evolução na região, com 63,21% dos adultos com ensino fundamental concluído. Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, o índice de conclusão chega a 74,62%.
A ala feminina lidera os números da escolaridade básica com folga sobre os homens. Esse panorama educacional deixa o Rio Grande do Norte bem à frente de vizinhos como Paraíba e Piauí.
A renda também deu um empurrãozinho, subindo para R$ 704,20 na categoria per capita. A evolução financeira abrangeu todos os recortes de gênero e raça desde 2012.
No cenário federal, o IDH nacional cravou 0,805, impulsionado pela saúde e pela expansão da escolaridade no país. O SUS (Sistema Único de Saúde) e programas de transferência de renda seguraram as pontas para garantir esse resultado histórico.
Por outro lado, o bolso do brasileiro pesa menos, já que o indicador de renda cresceu a passos lentos na última década. Esse pilar econômico acabou freando um salto ainda maior dos indicadores nacionais.
O relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) joga luz sobre velhas desigualdades que teimam em persistir. Enquanto os homens atingiram o patamar de 0,802, as mulheres ficaram um degrau abaixo, com 0,798.
O abismo racial surge nítido no levantamento do órgão internacional. A população branca alcançou a marca de 0,851, ao passo que as pessoas negras registram um índice de 0,774.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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