Política
03/11/2026
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL), quer que os parlamentares de direita tornem públicos seus votos na eleição para a presidência da Casa, em fevereiro de 2027. A estratégia busca evitar que senadores ligados ao bolsonarismo apoiem, secretamente, a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). “Vou defender. É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre, né?”, afirmou Marinho.
A proposta será discutida pela bancada do PL nesta quarta-feira (4), quando também poderá ser definida uma candidatura própria do partido, com Marinho como possível concorrente. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também aparece como interessada na disputa, que exige pelo menos 41 votos dos 81 integrantes do Senado.
A ofensiva ocorre em meio às divergências da direita com Alcolumbre, principalmente pela resistência do presidente do Senado em avançar com pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Marinho aposta no crescimento da bancada conservadora, mas enfrenta resistência dentro do próprio PL, onde uma ala defende manter a aliança com o atual presidente para garantir espaço na estrutura de comando da Casa.
A disputa também terá reflexos na bancada potiguar: além de Marinho, o Rio Grande do Norte contará com Styvenson Valentim (Podemos), reeleito, e Samanda Alves (PT), que estreia no Senado em 2027. Enquanto Samanda deve se aproximar de Alcolumbre, o posicionamento de Styvenson ainda é uma incógnita, já que mantém proximidade com o atual presidente, mas foi reeleito com apoio do PL no estado.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.
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