Política
30/04/2026
O presidente Lula (PT) indicou a aliados que não enviará um novo nome ao STF (Supremo Tribunal Federal) tão cedo. A decisão surge após a rejeição de Jorge Messias, um revés que o Planalto não sofria há 132 anos.
Messias obteve apenas 34 votos, ficando sete abaixo do mínimo necessário para a aprovação. O placar de 42 votos contrários expôs a fragilidade da articulação política do governo no Senado.
Lula convocou uma reunião de emergência no Palácio da Alvorada para traçar a reação. O clima é de tensão máxima entre o Executivo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil).
Alcolumbre é apontado como o grande mentor da derrota, agindo nos bastidores para unir a oposição. Ele teria prometido pautar um substituto apenas após as eleições de outubro.
O episódio marca a sexta vez na história da República que um indicado é barrado. Antes de Messias, apenas o marechal Floriano Peixoto teve nomes rejeitados, ainda em 1894.
Jorge Messias sugeriu ter sido prejudicado pela presidência da Casa após cinco meses de espera. Mesmo com a liberação recorde de emendas, a base aliada falhou na entrega dos votos.
Gleisi Hoffmann (PT) classificou o resultado como um "acordão" vergonhoso. Segundo ela, grupos se sentem ameaçados por investigações e buscaram objetivos eleitoreiros.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) negou conluio com Alcolumbre, mas criticou a postura atual da Corte. Para a oposição, o resultado é um recado direto ao tribunal.
Especialistas acreditam que Lula manterá uma relação fria com o Congresso para não travar projetos vitais. A cadeira deixada por Rosa Weber deve permanecer vazia nos próximos meses.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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