Economia
15/10/2026
O Senado aprovou nesta quinta-feira (15), por 78 votos a zero, o projeto que aumenta o teto de faturamento do microempreendedor individual (MEI) e perdoa pelo menos R$ 12,86 bilhões em dívidas tributárias desses empreendedores com a União. A proposta, aprovada pela Câmara na véspera, segue para sanção presidencial.
O texto eleva o limite de faturamento anual do MEI dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. Também autoriza a contratação de até dois empregados, em vez de apenas um, como permite a legislação atual.
Outra mudança amplia de R$ 80 mil para R$ 100 mil o valor dos contratos públicos sujeitos às regras de contratação favorecida de micro e pequenas empresas.
As medidas integram o pacote anunciado pelo presidente Lula (PT), candidato à reeleição, na tentativa de conquistar votos de pequenos empreendedores no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). O impacto orçamentário estimado dessas duas medidas para 2027 é de R$ 2,69 bilhões.
O pacote eleitoral do governo, cujas medidas somam R$ 354 bilhões, inclui ainda o reajuste do Bolsa Família, a distribuição de medicamentos emagrecedores pelo SUS e subsídios aos combustíveis.
Na quarta-feira (14), o Senado também aprovou a PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1, outra bandeira defendida por Lula. Já a votação da PEC da Segurança Pública, prevista para esta quinta-feira, foi retirada da pauta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após divergências sobre a redução da maioridade penal.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.
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