Economia
04/08/2026
A indústria salineira do Rio Grande do Norte enfrenta um cenário delicado após barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos. A perda de competitividade reduziu as exportações e forçou as empresas a redirecionarem o excedente para o mercado doméstico.
O Brasil produz cerca de 6 milhões de toneladas de sal marinho por ano, concentrando quase toda a produção nacional no litoral potiguar. Com o chamado tarifaço americano, as vendas externas perderam o ritmo dos contratos de longo prazo.
O presidente do Sindicato da Indústria da Extração de Sal do Rio Grande do Norte (Siesal), Airton Torres, detalhou o impacto em entrevista à TV Agora RN. “Depois do tarifaço, algumas exportações continuam sendo feitas, mas apenas de maneira pontual, sem contratos de médio e longo prazo”, afirmou.
O setor responde por cerca de 5 mil empregos diretos nas salinas e movimenta aproximadamente 15 mil postos na cadeia logística. Para mitigar os prejuízos, o governo estadual aplicou incentivos por meio do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi).
Como alternativa de longo prazo, a indústria avalia ingressar no mercado de baterias de sódio para armazenamento de energia. O projeto busca parceria com o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX) para fomentar o desenvolvimento tecnológico local.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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