Trump aprova execuções por pelotão de fuzilamento como método para pena de morte

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Arquivo/Departamento de Correções e Reabilitação da Califórnia
Sala onde injeção letal é aplicada na prisão estadual de San Quentin, no Estados Unidos.

Mundo

24/04/2026

Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (24) a ampliação dos métodos de execução aplicados na pena de morte. A medida, determinada pelo presidente Donald Trump, autoriza o uso de pelotão de fuzilamento, asfixia com gás e eletrocussão, além da retomada das injeções letais.

Em comunicado, o Departamento de Justiça afirmou que cumpre ordem da Casa Branca para agilizar e ampliar a aplicação da pena capital. A gestão classificou como “profundamente falha” a avaliação do governo anterior, de Joe Biden, que havia restringido execuções com base em estudos sobre “dor e sofrimento desnecessários”.

A nova diretriz orienta o sistema prisional federal a adotar métodos já previstos em legislações estaduais, garantindo a continuidade das execuções mesmo diante da escassez de medicamentos para injeção letal.

Na prática, a decisão funciona como parâmetro nacional, já que a pena de morte nos EUA é descentralizada e varia conforme a legislação de cada estado. Em 2025, a Carolina do Sul voltou a utilizar o fuzilamento diante da falta de insumos. Já o Alabama passou a adotar, em 2024, a asfixia por gás nitrogênio — método alvo de críticas de organismos internacionais, como a ONU, por possível caráter de tortura.

Agora, o procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, à frente do Departamento e Justiça, instruiu o Departamento de Prisões a "incluir métodos adicionais e constitucionais de execução que já são previstos pela legislação de certos estados", entre eles:

  • O pelotão de fuzilamento;
  • A asfixia com gás nitrogênio;
  • A eletrocussão, ou choque elétrico.

A medida retoma a política do primeiro mandato de Donald Trump (2017–2021), quando o governo federal voltou a realizar execuções após quase duas décadas de interrupção — ao todo, 13 condenados foram executados no período.

Na gestão Biden, 37 penas foram comutadas e apenas três execuções foram realizadas no âmbito federal.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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