TSE encerra reunião sobre IA e deepfake nas eleições sem definir julgamento

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Ascom/TSE
Kássio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral brasileiro.

Eleições

19/08/2026

Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se reuniram nesta terça-feira (18) para discutir o uso de inteligência artificial nas eleições. O encontro terminou sem nenhuma definição ou previsão de data para julgar a ação que questiona um vídeo manipulado.

A peça digital utiliza uma falsificação avançada, conhecida como deepfake, para simular a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na campanha do filho, Flávio Bolsonaro (PL). O ministro Nunes Marques convocou o debate para alinhar a postura da corte.

A intenção inicial era unificar o entendimento jurídico sobre o tema. No entanto, o presidente do tribunal não estipulou quando o processo entrará na pauta oficial de julgamentos.

Durante o encontro, Nunes Marques apresentou os reflexos da tecnologia e propôs avaliar os prós e contras da ferramenta. Nem todos os magistrados manifestaram suas opiniões abertamente na ocasião.

Em conversa com embaixadores na véspera, o chefe do TSE criticou o uso irregular de recursos tecnológicos. "Agigantam-se as possibilidades de mau uso da inteligência artificial nas disputas eleitorais", afirmou na ocasião.

O magistrado também apontou que a manipulação de conteúdos compromete o pleito. "A produção de vídeos e áudios que visam manipular ou disseminar conteúdos capazes de enganar o eleitorado, distorcer o debate público ou comprometer a livre formação da vontade política é uma triste realidade desta década", declarou.

A ação em análise foi apresentada pelo PT. Analistas apontam que a atual gestão do tribunal possui dinâmicas internas diferentes de períodos anteriores.

Em nota oficial, o órgão máximo da Justiça Eleitoral comentou o resultado do encontro. "O encontro foi considerado bastante produtivo e permitirá que as questões concretas sejam oportunamente julgadas no plenário", informou a corte.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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