União Europeia deixa Brasil fora de lista sanitária para exportação de carne

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Bruxelas afirma que o governo brasileiro falhou em dar garantias sobre o uso de antimicrobianos no gado.

Economia

12/05/2026

A UE (União Europeia) barrou o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne para o bloco. A decisão, publicada hoje (12), foca nas novas normas sanitárias sobre antibióticos.

Bruxelas afirma que o governo brasileiro falhou em dar garantias sobre o uso de antimicrobianos no gado. As regras vetam remédios que servem para acelerar o crescimento ou aumentar a produtividade.

A legislação também proíbe medicamentos vitais para a saúde humana na criação animal. O plano visa frear a resistência bacteriana e o uso excessivo de drogas no campo.

Enquanto o Brasil ficou de fora, vizinhos como Argentina, Colômbia e México garantiram seu lugar. Esses países provaram que cumprem as exigências sanitárias europeias.

Curiosamente, nenhum deles chega perto do volume produzido pelo Brasil. O país ocupa hoje o posto de maior exportador mundial de proteína bovina.

Para a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), o impacto imediato é limitado. A Europa nem sequer figura entre os dez maiores clientes do setor nacional.

China, Estados Unidos e Rússia continuam no topo do pódio das nossas vendas. A porta europeia pode se reabrir se o Brasil enviar os dados solicitados em breve.

O veto surge sob forte pressão de produtores rurais da França. Eles reclamam do acordo comercial entre o Mercosul e a UE.

O comissário Christophe Hansen defende que a medida impõe igualdade de condições. “Nossos agricultores seguem alguns dos padrões sanitários mais rigorosos do mundo”, afirmou.

Diplomatas veem a jogada como um aceno político aos fazendeiros europeus. O rigor técnico caminha lado a lado com a proteção de mercado.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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