Política
13/03/2026
Parecia a guerra dos americanos e judeus contra os aiatolás.
Depois que José Agripino Maia divulgou a nota do União Brasil negando carta de anuência aos vereadores que desejam mudar de partido para disputar as eleições, começou o bombardeio no campo da direita.
Em meio a mísseis balísticos, drones kamikazes e armas de grosso calibre, Agripino passou a ser acusado de implodir as nominatas para deputado federal e estadual.
As notícias surgiam em profusão:
— Benes Leocádio vai deixar o União Brasil levando uma ruma de lideranças municipais!
Outra:
— Matheus Faustino desistiu de disputar uma vaga na Câmara Federal!
E mais:
— Kelps Lima não fará mais parte da federação progressista.
E essa:
— Robinson e João Maia ficarão sozinhos numa nominata fraca.
Os ataques partiam das bases bolsonaristas, contrariadas com a decisão de Agripino, que atingiu em cheio os planos de vereadores ligados ao prefeito Paulinho Freire — em especial, sua esposa, Nina Souza.
Pelo que apurei, Paulinho vendeu um produto — as cartas de anuência do União Brasil — que ainda não estava em suas mãos.
Essa prerrogativa continua sendo do ex-senador José Agripino Maia, líder estadual do partido.
Sob o risco de ser desmoralizado, e com o aval do presidente nacional da legenda, Antônio Rueda, Agripino resolveu fechar seu próprio “estreito de Ormuz”, deixando o prefeito de Natal a ver navios.
Segundo minhas fontes na federação União Progressista, porém, tudo permanece como dantes no quartel de Abrantes:
Benes continua no União.
Matheus Faustino é candidatíssimo a deputado federal.
Robinson e João Maia estão cada vez mais afinados com Agripino.
E Kelps Lima, bem… esse continua sendo a única incógnita no campo de batalha.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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