Ai que saudade do Antenor: Fátima Bezerra enfrenta entraves políticos

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Ascom/Governo do RN
A governadora Fátima Bezerra e o ex-vice-governador Antenor Roberto.

Política

05/02/2026

Não adianta Fátima Bezerra conceder entrevistas à imprensa reafirmando que é “candidatíssima” ao Senado se lhe faltam as condições políticas para sustentar o que diz. Esse é o desejo dela e do seu partido — o PT. Ninguém duvida disso.

No entanto, as ideias da governadora não correspondem aos fatos. Ela não tem os votos necessários na Assembleia Legislativa para bancar a eleição de um petista para o mandato-tampão que se vislumbra, com sua saída do governo.

Cadu Xavier, nome defendido por ela na eleição indireta, foi de uma clareza absurda numa entrevista ao Jornal das Seis, da 96 FM:

— A última cartada é dela. Se a gente tiver segurança — e nós estamos trabalhando para isso —, essa cartada vai ser a renúncia. Mas, se não criarmos esse ambiente de maioria que nos dê tranquilidade para esse processo, o que é inimaginável é a gente passar o governo para a mão da oposição durante o processo eleitoral. Isso seria um suicídio político — declarou Cadu.

O “sincericídio” do secretário estadual da Fazenda repercutiu porque ele falou a verdade nua e crua, desmontando a autoconfiança exibida por Fátima Bezerra.

Enfrentando resistências ao próprio nome, Cadu admitiu que o PT pode apresentar outra opção para a eleição indireta. Mas fez uma ressalva que não encontra eco no Parlamento:

— O que a gente não abre mão é de que seja uma pessoa do PT — disse na rádio.

Quem, cara pálida? Francisco do PT?

Os blocos liderados por Rogério Marinho (direita e extrema-direita) e Allyson Bezerra (centro-direita) engoliriam um petista?

Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia, peça fundamental nesse jogo, vai concordar?

Sei não, viu.

Fátima é refém de um arranjo político que ela própria buscou na eleição de 2022 — quando puxou o MDB — para garantir sua reeleição no governo.

Com a desfeita de Walter Alves em 2026, a governadora deve viver noites insones, vagueando pela casa, amaldiçoando quem lhe traiu, suspirando a todo instante:

— Ai que saudade do Antenor!

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.

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