Às vésperas de sabatina de Messias, governo empenha R$ 12 bilhões em emendas

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Agência Brasil
Jorge Messias, que será sabatinado pela CCJ nesta quarta-feira, precisa de 14 votos no colegiado e 41 no plenário.

Política

28/04/2026

O Palácio do Planalto resolveu abrir a carteira com vontade em abril. Às vésperas da sabatina de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal), o governo reservou R$ 12 bilhões em emendas parlamentares.

O montante bilionário busca pavimentar o caminho do atual chefe da AGU (Advocacia-Geral da União) no Legislativo. Messias encara a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado amanhã (29).

Para vestir a toga, ele precisa de 14 votos no colegiado e 41 no plenário. O movimento financeiro tenta dissipar a crise com Davi Alcolumbre, presidente do Senado, que resistia à indicação.

O compromisso de pagamento já atinge 58% do total obrigatório para o primeiro semestre. Pela LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), a União deve quitar R$ 17,3 bilhões até 30 de junho.

A verba prioriza fundos de saúde e as polêmicas "emendas PIX". Esses repasses são conhecidos pela liberdade de aplicação em qualquer finalidade pelos parlamentares.

Embora o governo tenha acelerado a reserva do dinheiro, o pagamento real segue em marcha lenta. Apenas 2,28% dos recursos previstos para o período chegaram, de fato, ao destino final.

Curiosamente, o maior beneficiado pela liberação de verbas é o PL, principal legenda de oposição. O partido teve R$ 479 milhões garantidos pelo governo Lula (PT).

Logo atrás surgem o MDB e o PSD. Entre os senadores, Eduardo Braga e Romário lideram o ranking de valores reservados.

Outros nomes da oposição, como Carlos Portinho e Wellington Fagundes, também figuram entre os mais contemplados. O clima de "paz e amor" financeiro surge após meses de braço de ferro político.

Faltando apenas 62 dias para o prazo final, o Planalto corre contra o relógio. O empenho dos recursos saltou de menos de 2% para a maioria do orçamento em tempo recorde.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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