Política
03/07/2026
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) quebrou o silêncio após os recentes desentendimentos familiares. Durante um seminário político no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (3), o parlamentar declarou estar “mais forte do que nunca, com a cabeça erguida”.
A manifestação tenta estancar o desgaste provocado por um vídeo de sua madrasta, Michelle Bolsonaro, que expôs publicamente as fraturas na ala conservadora. A gravação azedou a articulação do político com o eleitorado feminino, grupo no qual a ex-primeira-dama possui forte liderança.
Para tentar conter os danos, Flávio usou o palanque fluminense para prometer punições mais severas a criminosos. "Deixar ladrão de celular preso na cadeia, deixar preso agressor de mulheres", discursou o pré-candidato.
A estratégia ganhou corpo dias antes, em Brasília, com o lançamento do pacote batizado de "Brasil por Elas". Contudo, o evento amargou o esvaziamento por parte de caciques femininas da direita, como a senadora Damares Alves (Republicanos).
A própria Michelle e a governadora Celina Leão (PP) também decidiram boicotar o encontro na capital federal. Aliados do partido tentavam promover uma reaproximação entre os parentes, mas o plano naufragou.
A saia justa se repetiu no encontro desta sexta-feira em solo carioca. Apesar do foco no eleitorado feminino, o palco e a plateia exibiram uma composição predominantemente masculina.
A briga familiar esquentou quando a ex-primeira-dama reclamou do comportamento ríspido do enteado em discussões internas da sigla. O pano de fundo do arranca-rabo envolve a disputa por controle de diretórios regionais e nacos de poder na legenda.
Após o bombardeio digital, o filho do ex-presidente recuou e correu para as redes sociais para tentar selar a paz. "Em nenhum momento eu ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se, em algum momento, fiz isso, mais uma vez peço desculpas", declarou o senador.
O político minimizou o racha doméstico e tratou o episódio como mera diferença tática de campanha. Para ele, as rusgas de momento não anulam o projeto de poder que une o clã.
"Tenho total convicção de que todos nós — eu, Michelle, Carlos e também a família inteira — temos o mesmo objetivo", declarou.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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