Economia
13/07/2026
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta dias cruciais em Washington. Os norte-americanos anunciam até quarta-feira (15) se vão sobretaxar os produtos brasileiros com base na chamada “seção 301”.
A equipe econômica tenta um último encontro com Jamieson Greer, chefe do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos). Esta será a quinta conversa com o norte-americano, que já deve sinalizar o veredito final do país.
O Planalto trabalha com o pior cenário e vê a punição de 25% como o desfecho mais provável. O pessimismo ganhou força após Greer afirmar publicamente que "ainda há uma grande distância entre nós".
Na última sexta-feira (10), Lula convocou seus ministros para traçar a linha de defesa do Brasil. Ficou decidido que o país manterá o tom técnico, sem ceder em temas históricos como as barreiras ao etanol.
Participaram do comitê de crise Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). Uma hipótese remota de adiamento da taxa para favorecer o senador Flávio Bolsonaro também foi mapeada.
Para seduzir a Casa Branca, o Brasil apresentou propostas ligadas a seis eixos temáticos de sustentabilidade e combate à corrupção. Contudo, o governo bateu o pé e avisou que o Pix é inegociável.
O plano brasileiro inclui projetos de lei já em tramitação e reformas infralegais do Executivo. Outro aceno foi a promessa de cortar impostos de importação para 300 linhas tarifárias específicas.
Para respeitar as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio), a redução valerá para vários mercados globais. A estratégia foca em setores onde as empresas americanas são altamente competitivas, sem sufocar a indústria nacional.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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