Mundo
29/10/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi orientado pelo Itamaraty a evitar confrontos com os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, após a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para Miami. Segundo o Estadão, os dois governos participaram da operação que permitiu a saída do candidato derrotado do Brasil.
Flávio chegou aos Estados Unidos na quarta-feira (28), depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão de seus passaportes e proibi-lo de deixar o País. O senador responde a dois inquéritos no STF e perderá o foro privilegiado em janeiro de 2027.
Nesta quinta-feira (29), Lula se reuniu com o chanceler Mauro Vieira, antes de sua viagem a Atlanta, onde participará de uma reunião de ministros das Relações Exteriores do G20. O encontro será organizado pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, considerado um dos principais aliados da família Bolsonaro no governo Trump.
A avaliação do Itamaraty é que Lula deve deixar o episódio na esfera judicial e evitar alimentar a crise diplomática. Um diplomata ouvido pelo Estadão resumiu a orientação: reagir às provocações seria o mesmo que “dar palanque para maluco”.
Trump e Milei ainda não reconheceram a reeleição de Lula, que venceu Flávio Bolsonaro com 51,79% dos votos válidos.
O governo brasileiro também acompanha as eleições legislativas americanas de 3 de novembro, apostando em um possível enfraquecimento de Trump, caso o Partido Republicano perca sua maioria no Congresso.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.
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