Economia
11/02/2026
A redução da jornada semanal de 44 para 40 horas teria impacto semelhante a reajustes históricos do salário-mínimo e poderia ser absorvida pelo mercado de trabalho.
A conclusão é de nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2023.
O estudo estima aumento médio de 7,84% no custo do trabalho celetista, mas efeito inferior a 1% no custo operacional de grandes setores como indústria e comércio, que reúnem mais de 13 milhões de trabalhadores.
Segmentos como vigilância e limpeza teriam impacto maior, chegando a 6,6% no custo operacional; “Os empresários podem reagir de diversas formas a esse aumento”, afirma Felipe Pateo, do Ipea.
Segundo o levantamento, 74% dos 44 milhões de celetistas têm jornada de 44 horas, com maior concentração entre trabalhadores de menor renda e escolaridade.
"Demonstramos que ela reduziria desigualdades no mercado de trabalho formal”, diz Pateo, ao defender que o impacto econômico deve ser analisado junto aos efeitos sociais.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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