Justiça derruba pesquisa com perguntas "viciadas" contra Allyson Bezerra

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José Aldenir/Agora RN
Em entrevista ontem, Allyson Bezerra chegou a dizer que seus adversários estão "se aproveitando" da investigação da PF contra ele.

Justiça

09/04/2026

A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte colocou um freio em uma pesquisa de intenção de voto. O tribunal identificou indícios de que o questionário foi montado para queimar o filme de Allyson Bezerra (União Brasil).

O levantamento do Instituto Media foi divulgado no fim de março pelo portal O Potengi. Outros veículos de imprensa também chegaram a replicar os números agora suspensos.

O juiz Daniel Cabral Mariz Maia, do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), deu a canetada em caráter liminar. A ação foi movida pelo Republicanos, partido que caminha junto com o ex-prefeito de Mossoró.

Para o magistrado, o instituto pesou a mão ao incluir perguntas sobre denúncias e uma operação da Polícia Federal ligadas apenas a Allyson. Os outros nomes da disputa não passaram pelo mesmo "pente fino" no roteiro da entrevista.

“O cenário revela a formulação de perguntas capazes de induzir o entrevistado a posicionamentos negativos em relação a um único pré-candidato”, afirmou Maia na decisão. O texto sugere que a falta de neutralidade compromete todo o estudo.

A Justiça entende que esse tipo de abordagem pode configurar propaganda eleitoral antecipada negativa. A lei proíbe qualquer conteúdo que tente derrubar a imagem de um concorrente antes da hora oficial.

A metodologia viciada também coloca em xeque o registro oficial da pesquisa. Se a manipulação for confirmada, os responsáveis podem levar uma punição severa no bolso e no currículo.

Quem insistir em manter a pesquisa no ar vai ter que preparar a carteira. A multa fixada é de R$ 10 mil por cada vez que o conteúdo for veiculado de forma irregular.

O Instituto Media se defendeu e negou qualquer trapaça. A empresa afirma que seguiu as regras do Tribunal Superior Eleitoral e que os temas abordados são de conhecimento público.

Apesar de discordar da decisão, o instituto informou que já está retirando o conteúdo do ar. Agora, o processo segue para a defesa e análise da Procuradoria Regional Eleitoral.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.

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