Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações sobre novo tarifaço de Trump

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Reprodução/Redes Sociais
Enquanto Lula adota o discurso de proteção à soberania nacional, os bolsonaristas culpam a atual gestão pelos prejuízos econômicos.

Política

08/07/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) trocaram acusações diretas nesta terça-feira. O motivo da briga foi o imposto de 25% anunciado pelo governo de Donald Trump contra produtos vindos do Brasil.

O conflito estourou após o parlamentar discursar na audiência do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos), na capital americana. Na ocasião, o filho do ex-presidente pediu a suspensão das taxas aduaneiras e defendeu o Pix.

Para o Palácio do Planalto, a viagem do parlamentar esconde um nítido interesse focado nas urnas. O governo federal acusa o grupo bolsonarista de ter insuflado a taxação e tentar, agora, escapar do desgaste político.

Em Washington, Flávio afirmou que o momento da punição comercial é inadequado por causa da proximidade das eleições brasileiras. Segundo ele, a medida pune inocentes e pode acabar fortalecendo a atual gestão de esquerda.

"Impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter, premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências, seria o pior momento possível para agir", declarou o senador.

A resposta da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) veio em tom pesado. O órgão declarou que "convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à pátria".

Integrantes da atual gestão apontam que o senador e seu irmão, Eduardo Bolsonaro, atuaram nos bastidores dos Estados Unidos a favor de sanções. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, rotulou o episódio como "diplomacia clandestina da pior qualidade".

O conflito expõe a tática das duas principais forças políticas do país. Enquanto Lula adota o discurso de proteção à soberania nacional, os bolsonaristas culpam a atual gestão pelos prejuízos econômicos.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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