Política
13/04/2026
O pré-candidato ao Senado Rafael Motta (PDT) voltou a atacar o senador Rogério Marinho (PL), a quem acusa de ter usado a estrutura do governo federal para viabilizar sua eleição em 2022 — pleito em que derrotou o pedetista.
“É uma realidade. O atual senador, enquanto ministro do governo Bolsonaro, se utilizou dessa posição para fazer um investimento político para a sua eleição”, disse à rádio 95 FM.
Motta afirma que houve “direcionamento político” na destinação de recursos. “Não reclamo dos investimentos, mas do uso exclusivo para apoiadores. Não houve paridade de armas”, declarou.
Ele também citou investigações envolvendo repasses da pasta comandada por Marinho e elevou o tom: “A Justiça tem o processo do tratoraço… O currículo de Rogério Marinho, conhecido como ‘Saco Preto’, vai dizer quem ele é”.
Em outro momento, criticou declarações do senador sobre fraudes no INSS, associando o tema à reforma da Previdência. Chamou a postura de “incoerência total” e disparou: “Quem é você para falar em roubo aos velhinhos se foi o carrasco do trabalhador?”.
Sobre a decisão de Rogério de não disputar o Governo do Estado, Motta foi direto: “Faltou coragem. Sabia que ia sair pequeno”.
O embate ocorre no contexto da disputa ao Senado em 2026, que tende à polarização. Motta se alinha ao campo do presidente Lula (PT) e ao pré-candidato ao governo Cadu Xavier (PT), enquanto Rogério é um dos principais nomes da oposição nacional.
Ao revisitar 2022, Motta rejeitou a tese de candidatura “estratégica” para prejudicar Carlos Eduardo. “Candidato entra para ganhar. Vão culpar 385 mil eleitores?”, afirmou. Ainda assim, fez autocrítica: “Talvez tenha trazido prejuízo”, disse, ao admitir que a fragmentação na esquerda pode ter contribuído para a vitória de Marinho, eleito com 41,85% dos votos válidos.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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