Saúde
30/04/2026
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) admitiu gargalos no atendimento da Unicat (Unidade Central de Agentes Terapêuticos), no Alecrim. Contudo, a pasta não confirmou quando cumprirá a decisão do Ministério Público (MP).
A Justiça estabeleceu 90 dias para a regularização total dos serviços na unidade. A secretária adjunta, Leidiane Queiroz, afirmou que o foco é reorganizar a entrega de remédios de alto custo.
O governo justifica o cenário com o salto na procura pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, o volume de usuários subiu 30%, atingindo a marca de 80 mil pacientes cadastrados.
Sobre as finanças, a gestão estadual injetou R$ 4 milhões em medicamentos com verbas próprias no último ano. Para o primeiro quadrimestre de 2026, o mesmo montante já foi reservado para novas compras.
A promessa da Sesap é que melhorias no fluxo e na estrutura ocorram "ao longo do ano". O plano ignora a urgência da ação civil pública movida pelos promotores potiguares.
O órgão fiscalizador exige um plano de reforma imediato e a ampliação da área de espera. O MP também cobra o reforço urgente no quadro de servidores.
Inspeções recentes revelaram falta de fármacos, falta de pessoal e aglomerações críticas. O atendimento foi classificado como precário pela equipe de fiscalização.
A promotora Iara Pinheiro reforça que a regularização é vital para assegurar o direito à saúde.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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